segunda-feira, 24 de março de 2025

Dedico-lhe o Meu Silêncio


Dedico-lhe o meu silêncio, de Mario Vargas Llosa é o novo romance, deste escritor peruano, galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 2010. 

A escolha deste livro, que adquiri aquando da minha última visita à Feira do Livro no Porto, no passado mês de setembro, deve-se essencialmente ao fascínio que me causou o título e às reflexões por ele suscitadas. Que silêncio será este? Dedicado a quem? Será, certamente, uma preciosidade, uma relíquia para alguém muito especial… Pois não é no silêncio que conseguimos perscrutar, ouvir o inaudível e, assim, conhecermos e compreendermos verdadeiramente o outro?

A ação decorre no Peru, onde o protagonista, Toño Azpilcueta, um erudito em música crioula, leva a cabo um trabalho de investigação sobre Lalo Molfino, um guitarrista chiclayano, que havia brilhado numa atuação em Lima, um momento de singular beleza que a todos tocou profundamente.  Assim começou a germinar na cabeça de Toño uma ideia genial para acabar com os conflitos: a reconciliação através da música. Na verdade, foi nos callejones que nasceu a música crioula, aí floresceu e ascendeu socialmente, primeiramente à classe média e, mais tarde, à elite, sendo muito apreciada nos salões nobres. Se a música fez este percurso, tendo acabado com as rivalidades entre classes sociais, será que não poderá ser também a solução para o fim do terrorismo nacional? 

Muito diferente de Conversa n’A Catedral (única obra que li do autor), em que as vozes das personagens vão alternando e exigem, por isso, uma maior atenção do leitor para que não se perca no enredo, esta narrativa é dotada de um discurso menos complexo, mais linear e, consequentemente, mais fluido. 

“Dedico-lhe o meu silêncio”, é a frase que Lalo Molfino, no momento de despedida, dirige à bela Cecília. Num outro plano, poder-se-á pensar nesta frase como uma despedida de Mario Vargas Llosa, tendo em conta que, na nota final do livro, refere “Será o último que escreverei”. Assim sendo, é aos leitores que Llosa dedica o seu silêncio.

Um romance encantador sobre o poder apaziguador da música e da sua beleza, que apela ao sentimento e à reflexão.

Isabel Nunes Oliveira

Docente de Português e Francês 

(Representante de Área Disciplinar Línguas Românicas)

domingo, 23 de março de 2025

História de uma Gaivota e do Gato que a ensinou a voar


Zorbas estava a tomar um banho de sol quando de repente, cai uma gaivota na sua varanda, que foi apanhada pela maré negra e perdeu-se do seu bando.

Antes de morrer põe um ovo e faz dois pedidos ao gato, para ensinar a pequena a voar e cuidar dela. Ele concorda mas nem imagina a responsabilidade que tem daqui em diante. O gato procura os seus amigos para o ajudarem naquela aventura. Todos pretendem ajudar a Ditosa , com as enciclopédias do Sabetudo e com a boa vontade de todos.  Com muito empenho a gaivota aprende a voar.  Zorbas e os seus amigos dão-lhe muito amor e carinho. Ela deu-se tão bem com o grupo que achou que também era um gato.  Ditosa queria sempre a companhia deles, e queria estar com o seu grupo em todas as suas conquistas.

Se quiser saber como termina esta emocionante história corra para a biblioteca.


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Trabalho realizado pela turma 7RA:

Beatriz Santos, Cristiano Cruz, Francisca Brito, Guilherme Gomes, Helena Campos, Helena Moreira, Inês Nunes, Inês Pinto, José Barbosa, Lara Duarte, Leonardo Ribeiro, Leonardo Silva, Margarida Alves, Margarida Silva, Mariana Moreira, Martim Ferreira, Nuria Coelho, Pedro Pacheco, Rafael Moreira e Rita Brito

Quem me dera ser onda


"Quem me dera ser onda" é uma obra do escritor angolano, Manuel Rui, num tempo em que a população lutava pela sobrevivência. Um pai de família recebe um porco que gera conflitos no condomínio. Na verdade, aquele era um porco sobrevivente de uma ninhada de sete, num meio citadino.

De repente, um apartamento no sétimo andar fica alterado com os berros de um porco que não se adaptava a uma varanda, com som do rádio no máximo e com os miúdos a correr, por todo o lado, assustados. Todo o prédio fica em alvoroço.

A família é alvo de fiscalização para descobrir o porco e aplicar uma multa. No entanto, há sempre alguma contrariedade que impede os fiscais de atuarem.

Depois de ganharem uma das batalhas contra os fiscais, o porco passou a chamar-se Carnaval da Vitória.

À medida que o tempo vai avançando, as crianças, Ruca e Zeca, vão ganhando afeto ao animal, tratando-o como um animal de estimação. Certo dia, levaram-no mesmo para a escola e foi uma grande festa. Entretanto, o animal foge para a rua e quase é atropelado. O pai vai engordando o porco para que sirva de alimento, mais tarde.

Será que o porco vai ser morto?

Podemos ainda acreditar que o sonho, como uma vaga, vai limpar o mundo?

Ao longo da história, vamos assistindo a muitas peripécias vividas pelas crianças, pela família e pelos vizinhos do prédio.

É uma história entusiasmante, cheia de momentos divertidos!


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Trabalho realizado pela turma 10TL:

Dinis Moreira, Lara Barros, Pedro Santos, Rafael Neto, Rafael Correia e Sara Leal

O romance da raposa

O Romance da Raposa, fábula de Aquilino Ribeiro de 1924, foi inicialmente divulgada como sendo uma fábula infantil, mas que de infantil nada tem, pois tem um vocabulário complexo e evoluído para as crianças. 

Esta obra narra-nos as várias aventuras da raposa Salta-Pocinhas. 

No início do livro, esta é encorajada pelos pais a tornar-se mais independente deles. Abrindo assim as portas do mundo animal à raposeta. A Salta-Pocinhas, a partir daí, foi aprimorando as suas aptidões e capacidades de caça para conseguir sobreviver. 

Esta obra exterioriza as manhãs das raposas, como por exemplo, fingir-se de morta para conseguir atrair as presas. A certo momento, ela apercebe-se de que nem sempre consegue ter a sorte do seu lado, tendo então de se empenhar o dobro para conseguir o que pretende. 

Ao longo da vida ela vai aperfeiçoando as suas próprias estratégias, aprimorando a sua cautela, a sua inteligência, os seus truques, a sua paciência e todas as outras qualidades que possuí. 

Cada uma das aventuras da raposeta é uma crítica social e uma metáfora que nos demonstram como a inteligência e a esperteza servem tanto para a sobrevivência, como também para a manipulação dos seres humanos. 

Sendo esta uma obra de 1924, é uma pena que tenha caído no esquecimento, e, para combater essa situação, a RTP, em outubro de 1988, colocou no ar uma série de desenhos animados que foi inspirada no livro, porém só foi transmitida até janeiro do ano seguinte. 

Consideramos que esta obra deveria ser abordada nas escolas ou até mesmo deveriam ser inseridos alguns excertos em manuais da disciplina de português do 3º ciclo, para ser relembrada e, assim, poder celebrar-se a genialidade da literatura portuguesa, não só da atualidade como a mais antiga.


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Trabalho realizado pela turma 8RB:

Afonso Coelho, Beatriz Machado, Beatriz Leite, Carolina Neves, Celso Correia, Dinis Eiras, Dinis Ferreira, Francisco Bragança, Gonçalo Sousa, Gonçalo Coelho, Gonçalo Pinto, Inês Oliveira, Leonor Santos, Letícia Alves, Lucas Rocha, Marta Rocha, Marta Santos, Pedro Silva, Raquel Ferreira e Vinícius Gusmão

Jardim do arco-irís

O livro “Jardim do arco-irís” escrito por Manuela Mota Ribeiro fala-nos da importância de não desistirmos mesmo quando tudo está mal e o mundo parece que vai desabar. 

Através das personagens:  Joana, a formiga Mari, a borboleta Didi, os gafanhotos, as abelhas, os pirilampos e as crianças  é possível viver um leque de emoções ao longo da narrativa.

Esta história apela ao valor do esforço, da dedicação, da persistência e do trabalho em equipa, rumo a um objetivo comum, onde todos podem dar o seu contributo. Também nos mostra que, por vezes, corremos alguns riscos em função da felicidade dos outros. 

O livro transporta-nos para um mundo de magia e de emoção. E não é o que sentimos quando lemos um livro? As vivências e as emoções que tivemos oportunidade de reconhecer dentro de nós fizeram-nos refletir e recordar o que a nossa professora nos diz inúmeras vezes: “Tu és capaz! “Não podes desistir!” “Juntos, somos mais fortes!

Aconselhamos a leitura  deste livro pela sua história em que foram praticados valores como a amizade, a ajuda, o apoio e  o sacríficio  de todos para que o Dia da Criança se tornasse um dia inesquecível. 

O facto deste livro ser acompanhado por uma canção cantada por duas crianças em conjunto com a cantora Sofia Ribeiro torna-o mais atrativo e indispensável aos nossos ouvidos e ao que há de mais profundo no nosso íntimo.

Esta história também nos fez refletir sobre alguns momentos menos bons que já vivemos e faz-nos acreditar que “Tudo na vida se pode vencer


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Trabalho realizado pela turma 3CVA:

Alícia Teixeira, Anselmo Barbosa, Bianca Cruz, Dinis Pacheco, Duarte Costa, Francisco Cardoso, Iara Silva, Kyara Pinto, Leonor Queiroz, Lourenço Cunha, Maria Leonor Cardoso, Maria Leonor Vigo, Martim Ribeiro, Matilde Barros, Miguel Barros, Pedro Coelho, Pedro Nunes, Vitória Cunha, Ayumi Costa e Lara Silva

O tatuador de Auschwitz

Este livro é um romance comovente daqueles que decidiram enfrentar o sistema da Alemanha nazista. A autora, Heather Morris, nasceu a 2 de abril de 1953, na Nova Zelândia. Atualmente, reside na Austrália e, durante muitos anos, para além de trabalhar num dos maiores hospitais de Melbourne, também escrevia guiões para cinema. Em 2003, foi apresentada a um senhor dado pelo nome Lale Sokolov, que disse ter uma história que valia a pena contar. A autora designou essa história por “O Tatuador de Auschwitz” e transformou-a num dos maiores bestsellers do século XXI, com mais de 6 milhões de exemplares vendidos mundialmente. 

A história desta obra começa em abril de 1942, enquanto Lale estava a ser levado para um dos campos de concentração em vagões de gado junto de tantos milhares de pessoas em condições miseráveis. Nos primeiros três meses, no campo de concentração, Lale trabalhou na expansão do mesmo ao construir abrigos para os novos prisioneiros, e, mais tarde, por um mero azar, acaba por contrair uma doença e é ajudado por Pepan, também ele judeu e o tatuador principal de Auschwitz. Depois da sua recuperação, Lale é escolhido por Pepan para ser o seu assistente, tornando-se o Tatuador Principal de Auschwitz. Ao exercer este cargo Lale tinha alguns privilégios, como dormir num quarto individual, caso não tivesse ninguém para tatuar, podia tirar o dia de folga e também tinha direito a mais refeições por dia. A julho de 1942, foi atingido pelo o amor à primeira vista ao tatuar no braço de Gita o seu número de prisioneira. Não seria só uma simples tatuagem ou só mais uns números, Lale, de facto, apaixonou-se pela mulher que viu e fez de tudo para manter o contacto com a mesma depois de esta ser levada para a ala feminina de Auschwitz. Escreveu diversas cartas à sua amada e foram várias as vezes que colocou a sua vida em risco para contrabandear comida para Gita. O casal teve que suportar e ultrapassar momentos traumatizantes e angustiantes. A 27 de Janeiro de 1945, os campos de concentração foram libertados pela União Soviética, e foi aí que Lale e Gita perderam o contacto. Lale procurou Gita durante semanas por Bratislava e, quando este tinha resolvido partir para outro lugar, encontraram-se novamente por um mero acaso. Por fim, os dois acabaram por se casar. 

Este livro é baseado numa história verídica, tem uma escrita de fácil leitura e compreensão, o que leva o leitor a ter sentimentos intensos como o ódio pelos nazis, ou a repugnância pelas descrições pormenorizadas ao longo da obra, ou até, em certas alturas, acabamos por sofrer como as próprias personagens. Além disso, é uma história comovente. Por fim, este livro é um grande exemplo de esperança e superação e do que o ser Humano é capaz de fazer por amor, mesmo nas situações mais


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Trabalho realizado pela turma 11RB:

Carolina Ribeiro, Carolina Andrade, Gabriela Neves, Gonçalo Sousa, Gonçalo Dias, João Silva, Lara Sousa, Laura Campos, Leonardo Rodrigues, Leonor Maia, Leonor Dias, Luana Silva, Mafalda Barbosa, Margarida Silva, Maria Inês Costa, Sofia Silva, Tiago Alves e Vitória Campos

Os da minha rua

Os alunos do Curso Profissional de Técnico de Animação em Turismo do 10º ano, da Escola Básica e Secundária de Rebordosa, selecionaram o livro “Os da minha rua”, do autor Ondjaki, no âmbito do Plano de Leitura do Agrupamento (Vilela Literária). O livro é constituído por 22 histórias/contos que retratam a sua autobiografia incidindo sobretudo nas suas memórias de infância.

O autor utiliza uma linguagem poética, cheia de expressões típicas angolanas. A escrita é simples e envolvente, tal como a infância deveria ser. O autor refere que: 

“A infância é uma coisa assim bonita. Caímos juntos na relva e magoamo-nos um bocadinho, mas sobretudo rimos”.

Este livro leva-nos a refletir sobre os impactos da guerra civil, da pobreza e da esperança no meio de tantas dificuldades vividas.

Descrevemos alguns pontos de realce no livro, nomeadamente: as brincadeiras - a amizade e a liberdade de infância são os temas principais neste conto; o Senhor Antunes - apresenta as dificuldades das relações entre portugueses e angolanos após a independência; o atropelamento - o protagonista testemunha um atropelamento e pela primeira vez reflete sobre a fragilidade da vida e da morte; a guerra e os aldeões - embora a guerra civil não seja mostrada diretamente, alguns pais dos meninos foram para a guerra e não voltaram; a morte da avó - o autor perde a avó e pela primeira vez enfrenta o luto de maneira direta; o fim da infância - no último conto, há uma sensação de despedida da infância e mostra que a inocência está a dar lugar a uma nova compreensão de vida. 

Aconselhamos a leitura deste livro, pois permite-nos ver o mundo de outra forma, é como viajar para aquela época, levando-nos a conhecer uma cultura diferente, as suas tradições e as suas origens, sendo estas descritas pelo olhar de um narrador com uma imensa sensibilidade. Sentimo-nos enriquecidos pessoalmente e culturalmente.


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Trabalho realizado pela turma 10TAT:

Afonso Lopes, Beatriz Campos, Lara Lopes, Marcelo Faustino, Santiago Ribeiro e Ludmilla Marques