segunda-feira, 6 de abril de 2026

O Jogo do Reverso Pequenos Equívocos Sem Importância

 

O Jogo do Reverso Pequenos Equívocos Sem Importância é um livro de contos de Antonio Tabucchi, escritor italiano que, em 2004, adquiriu a nacionalidade portuguesa, tal era a sua paixão por Portugal e por Fernando Pessoa, de quem foi crítico e tradutor. Esta sua ligação à terra lusa e à cultura lusófona torna-se, desde logo, uma evidência. Com efeito, nestes contos, a começar por aquele que abre esta obra, intitulado “O Jogo do Reverso”, são várias as referências à cidade de Lisboa, tais como o jantar no Tavares e os fados antigos, a “Lisboa dos heterónimos” e as deambulações pela cidade, o recitar “Lisbon Revisited”, de Álvaro de Campos, “um poema no qual uma pessoa está à mesma janela da sua infância, mas já não é a mesma pessoa e já não é a mesma janela, porque o tempo muda homens e coisas” (p. 23).

Nostalgia, infância, viagens, evasão, sonho e realidade, vida ou o seu reverso, onde “os cais eram as linhas de perspetiva que convergiam para o ponto de fuga de um quadro, o quadro era Las Meninas de Velásquez” (“O Jogo do Reverso”, p. 32), são tópicos recorrentes nas pequenas narrativas que vão surgindo ao longo desta obra, com uma “griffe” muito própria, gérmen de iluminação pessoana, a espelhar o real e o imaginado, ou o seu reverso: uma realidade paralela que acompanha a realidade visível. Na verdade, a leitura destas narrativas oferece-nos várias possibilidades como a de viajar até à infância de Ettore, agora Josefine, a surpreendente revelação, a grande diva. Josefine, nome inspirado numa reminiscência da infância de Ettore, a palmeira em frente à sua casa (“Carta de Casablanca”). E, levado pelo desejo de evasão, também é poder chegar ao continente africano, mais precisamente a Moçambique e, numa terra longínqua, ir semanalmente ao teatro para ouvir declamar Shakespeare (“Teatro”) ou, ainda, ao contrário de Fitzgerald, fazer nascer um “Pequeno Gatsby”.

Por outro lado, estes “Pequenos Equívocos Sem Importância”, mal-entendidos ou quiproquós que vão surgindo na vida do dia-a-dia e aos quais não se dá grande importância, acabam por ser extremamente relevantes, sem disso se ter consciência. De facto, foi apenas um «pequeno equívoco» que acabou por ditar o funesto fim de vida para Federico, quando, ao efetuar a sua matrícula em Clássicas, lhe foi atribuída, por engano, a de Jurisprudência. Tratou-se de “um pequeno equívoco sem solução”, “um lapso” que causou gargalhada geral, muito longe de se imaginar que seria este mesmo “equívoco sem importância", o responsável pelo trágico destino do jovem Federico. Assim, por obra do acaso (ou não), assistimos a encontros e desencontros, ao imprevisível que acontece, um misto de realidade e ficção, pronto a baralhar o leitor no decorrer de um jogo, o do reverso.

Aqui fica o convite para a descoberta de uma escrita dotada de características especiais, assente num jogo de subtilezas, pois que nada é linear. De facto, o leitor vê-se confrontado com narrativas carregadas de imaginação, imbuídas de mistério e de enigmas, para as quais não se vislumbra um final palpável. Esse, caro leitor, será o grande desafio.


Isabel Nunes Oliveira

Docente de Português e Francês

(Representante de Área Disciplinar Línguas Românicas)

domingo, 22 de março de 2026

Os (mini) Sete

 


O livro Os (mini) Sete é uma aventura de um grupo de meninos todos amigos, que se dedicam a explorar e experimentar coisas e desafios novos. Perante estas aventuras, nós podemos observar, em momentos diferentes da ação, valores como o espírito de equipa, de entreajuda e de respeito pelas diferentes opiniões entre as crianças do grupo. Considero que estes valores são muito importantes para o relacionamento e convivência em conjunto.

As características das várias personagens revelam perfis e formas distintas. Destaca-se o papel de uma que me parece ser o líder do grupo, o Pedro, uma vez que é ele quem toma a iniciativa e coordena a discussão das ideias e opiniões dos outros colegas. Considero, ainda, que os amigos também têm muita importância para que, em conjunto, consigam alcançar os objetivos. 

Durante a exploração de uma casa abandonada, os “mini sete” acabam presos numa despensa sem hipóteses de fuga. Nesta situação difícil, só com a amizade e contributo de todos, incluindo o fiel amigo cão, o Ziguezague, foi possível sair do local onde estavam presos e serem entregues à polícia os ladrões que habitavam nessa casa. 

Considero esta obra muito interessante e aconselho os meus colegas a ler o livro, pois é sem dúvida uma excelente obra, uma opção de leitura para crianças que gostam de aventura. Além disso, não é uma história difícil de ler. Também o vocabulário é acessível. 


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A Turma 5RC:

Benedita Costa; Constança Gaspar; Derick Pereira; Eduarda Garcez; Eva Carvalho; Fábio Graça; Fabrício Pereira; Francisca Melo; Francisco Teixeira; Francisco Seabra; Gonçalo Costa; Gustavo Neves; Ivo Leal; Júlia Costa; Lara Martins; Lourenço Martins; Marcelo França; Maria Carolina Silva; Martim Batista; Mateus Machado; Rodrigo Fontes; Rui Nunes; Sara Barbosa; Sofia Bessa; Tomás Queiroz e Vicente Sousa


Uma Filha diferente

 

O livro “Uma Filha Diferente”, de Maria Toorpakai Wazir, publicado em 2017, é uma autobiografia marcada pela coragem, identidade e superação num contexto de forte repressão social. A história centra-se na luta pela liberdade feminina numa região tribal do Paquistão, onde a prática desportiva por mulheres é considerada proibida. Nascida num meio conservador e violento, Maria cresceu privada das oportunidades mais básicas. Desde muito cedo revelou um talento invulgar para o desporto, mas para poder treinar e competir, foi obrigada a viver disfarçada de rapaz, numa tentativa de escapar às limitações impostas pelo seu género. Essa escolha, apoiada pelo seu pai, permitiu-lhe descobrir no desporto, mais concretamente no squash, uma forma de afirmação, resistência e emancipação.

O livro é um relato poderoso sobre o seu percurso, desde a infância difícil até ao reconhecimento nacional e internacional, percebendo como cada conquista representava não apenas uma vitória pessoal, mas também um desafio direto às normas culturais que a queriam silenciar. O sucesso, contudo, trouxe ameaças sérias à sua vida e à da família, obrigando-a a abandonar o país para sobreviver.

 Esta história é um exemplo de resistência, resiliência e de como a determinação e a coragem podem superar as adversidades, transformar destinos e romper barreiras aparentemente incontornáveis.

Ler este livro é ampliar horizontes e compreender realidades ainda invisíveis em algumas sociedades.


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A turma 12VB:

Afonso Cruz; Ana Beatriz Nunes; Ana Leonor Rocha; Caio Lameira; Diana Alves; Francisco Brito; Gonçalo Silva; Gonçalo Coelho; Íris Batista; Lara Barros; Larra Ribeiro; Leandro Ferreira; Leonor Silva; Luana Carneiro; Marco Barros; Martim Leal; Matilde Silva; Miguel Barros; Rita Ribeiro; Rodrigo Machado; Rodrigo Barros; Sandro Barros; Sara Barbosa; Tiago Cardoso; Tiago Miranda e Victória Sousa

Um Estranho e Feliz Casamento

 

Este livro infantojuvenil mostra o amor verdadeiro à Natureza. Escolhemos este livro porque nos ensina o respeito pela Natureza e pelos animais. Este livro mostra que não são apenas os humanos que têm pena dos animais, os animais têm muito mais pena do que os humanos. Também achei o título bastante curioso porque a imagem da capa não está ligada ao casamento. Além disso, fala-nos de uma relação que é estranha, mas ao mesmo tempo feliz. 

Com a leitura deste livro ficamos a saber que relação era esta e se quiserem saber também, terão de ler. Neste livro, a palavra “casamento “surge como uma ligação entre o Homem e a Natureza e que ao estarmos ligados a ela somos felizes.

Recomendo a leitura deste livro a todas as crianças. Não só pela história bonita e emotiva, mas também como leitura nas escolas, pois ajuda a despertar a educação ambiental para que os futuros cidadãos contribuam para um mundo melhor. 

As boas práticas ambientais ligadas à leitura podem ser uma boa ferramenta para o futuro. Se gostam de ler, este livro é um exemplo para crianças mais pequenas. Não é muito pequeno, nem muito grande, é de fácil leitura. 

Divirtam-se a lê-lo!


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A turma 4CB:

Ângela Ferreira; Carminho Silva; Carolina Silva; Diogo Pinto; Gabriel Nunes; Gabriela Pacheco; Gonçalo Leal; Grâce Pires; Gustavo Costa; Hélder Ribeiro; João Silva; Júlia Oliveira; Juliana Coelho; Lucas Barbosa; Mariana Ferreira; Martim Barbosa; Miguel Alves; Nuno Cruz; Pedro Duarte; Rúben Pinto; Sara Gouveia; Vicente Silva e Zélia Brito

O Dragão

 


O Dragão, de Luísa Ducla Soares, conta a história de Ching-Ling, uma menina chinesa muito meiga, curiosa e corajosa. Ela adorava animais, era sensível e tinha uma grande imaginação. Ao contrário das outras pessoas, acreditava que os dragões existiam mesmo e sonhava encontrar um.

Certo dia, na floresta, encontrou uma criatura minúscula, frágil e diferente. Sem medo, levou-a para casa e cuidou dela com carinho. Alimentava-a às escondidas e protegia-a.

Com o passar do tempo, percebeu que aquele pequeno ser era um verdadeiro dragão. O dragão era dócil, amigo e brincalhão, mas também tinha características próprias da sua espécie: crescia rapidamente e, quando se assustava ou se zangava, deitava fumo e pequenas labaredas pela boca.

À medida que o dragão crescia, tornou-se difícil escondê-lo. As pessoas poderiam ter medo e querer afastá-lo. Mesmo assim, Ching-Ling manteve-se fiel ao seu amigo, mostrando coragem e lealdade. A história ensina que não devemos julgar pelas aparências e que a amizade e o respeito são mais fortes do que o medo.


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A turma 5VA:

Afonso Silva; Artur Ferreira; Beatriz Coelho; Carolina Moreira; Duarte Rocha; Enzo Mendonça; Gonçalo Pacheco; Guilherem Leal; Helena Toriz; Henrique Cunha; Isis Rodrigues; Lara Alves; Leonor Alves; Letícia Alves; Luana Miranda; Luana Machado; Lyonor Pereira; Margarida Gonçalves; Maria Carolina Ornelas; Maria Nogueira e Rodrigo Pacheco

Contos Gregos

 


Se gostas de histórias cheias de aventuras, deuses poderosos e heróis corajosos, então vais adorar ler “Contos Gregos”, de António Sérgio.

Neste livro, vais “viajar” até à Grécia Antiga e conhecer personagens incríveis como Zeus, o rei dos deuses, Atena, a deusa da sabedoria, e Afrodite, a deusa do amor. Também vais acompanhar heróis como Hércules, Perseu e Teseu, que enfrentam monstros assustadores e passam por provas muito difíceis.

Ao longo desta obra, irão surgir várias aventuras relacionadas com deuses, que muitas vezes interferem na vida dos humanos, ajudando-os ou castigando-os; e heróis que enfrentam grandes desafios para cumprirem missões difíceis. As histórias destes vão incluir batalhas, viagens e momentos de perigo, mas também situações em que as personagens cometem erros, como agir com vaidade, inveja ou desobediência. Desta forma, cada conto transmite uma lição importante, levando o leitor a refletir sobre os comportamentos humanos e valores como a coragem, a amizade, a justiça e a importância de fazer boas escolhas.

Por isso, se queres um livro emocionante, fácil de ler e ao mesmo tempo cheio de ensinamentos, este é uma excelente escolha. Abre as páginas e prepara-te para uma aventura inesquecível!


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A turma 6VB:

Afonso Mendes; André Meireles; Carolina Santos; Dinis Leal; Diogo Dias; Diogo Ribeiro; Eduardo Pinho; Enzo Leal; Érica Teixeira; Joana Ribeiro; Leonardo Rocha; Lisandra Moura; Santiago Gonçalves; Sofia Bessa; Tomás Cruz; Tomás Pereira; Tomás Magalhães e Anna Lima

Robison Crusoe

 


Já imaginaste viver sozinho numa ilha deserta?

A obra Robinson Crusoe, de Daniel Defoe, permite-nos entrar numa aventura emocionante que continua a cativar leitores há séculos. Publicado em 1719, baseado numa história real, este livro é considerado um dos primeiros romances modernos e poderá ser uma leitura emotiva para quem gosta de histórias cheias de ação e reflexão.

Ao longo de uma interessante narrativa, acompanhamos Robinson, um jovem que decide seguir o seu espírito aventureiro e embarcar em viagens pelo mar em busca de ação. Mesmo contra a vontade dos seus pais, decide seguir os seus instintos e numa dessas viagens é feito prisioneiro. Após uma terrível tempestade, o barco em que segue, naufraga e, quando acorda, vê-se completamente sozinho numa ilha deserta. É aqui que começa o verdadeiro desafio: sobreviver. Com criatividade, coragem e persistência, Robinson, aprende a construir um abrigo, encontrar alimentos e adaptar-se a uma realidade totalmente diferente. Mais tarde, conhece Sexta-feira, com quem desenvolve uma relação de amizade e entreajuda. Este novo amigo pertence a um grupo de canibais que ele descobre que frequentavam a ilha para cumprirem os seus rituais maléficos.

Esta obra aborda temas muito atuais, como a importância da resiliência, a capacidade de adaptação e o valor do trabalho. Além disso, leva-nos a refletir sobre as nossas escolhas e sobre aquilo que realmente precisamos para viver.

Ler Robinson Crusoe é muito mais do que acompanhar uma aventura — é descobrir até onde pode ir a força humana perante as dificuldades. Então, se procuras um livro envolvente e inspirador, esta é uma excelente escolha!

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A turma 8VB:

Ana Ribeiro, Clara Cruz, David Monteiro, Dinis Gomes, Eduarda Lima, Eduardo Ribeiro, Eduardo Teixeira, Gabriel Rodrigues, Gabriel Ferreira, Gonçalo Ribeiro, Iara Costa, Leonardo Ventura, Leonor Ferreira, Letícia Rocha, Luana Brito, Matilde Santos, Matilde Ferreira, Santiago Barbosa e Sofia Neto.