domingo, 26 de abril de 2026

Uma Esperança Mais Forte do que o Mar

 

O livro “Uma Esperança Mais Forte do que o Mar”, de Melissa Fleming, é uma obra baseada numa história real profundamente inspiradora. A autora é uma escritora e porta-voz internacional do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). Ao longo da sua carreira, trabalhou de perto com pessoas deslocadas pela guerra e perseguição, dando voz às suas histórias. Este livro nasceu do contacto direto com refugiados e do desejo de mostrar ao mundo a realidade por trás dos números e das notícias.

Esta história acompanha Doaa Al Zamel, uma jovem síria cuja vida muda completamente com a guerra no seu país. Forçada a fugir, enfrenta perigos inimagináveis na tentativa de chegar à Europa em busca de segurança e um futuro melhor. Durante a sua jornada, Doaa vive momentos de medo, perda e sofrimento, relatando um episódio de um naufrágio no Mar Mediterrâneo. 

Além de ser emocionante, o livro transmite valores poderosos como esperança, solidariedade e resiliência. Mostra que, mesmo em circunstâncias extremas, a esperança pode superar qualquer adversidade. A narrativa de Doaa inspira-nos a valorizar a vida, a liberdade e a importância de ajudar o próximo.

É uma leitura cativante que apela à reflexão sobre a realidade vivida pelos refugiados e numa mensagem de esperança, que se torna invencível, quando não é apenas por nós, mas sim, pela solidariedade do próximo, acreditando sempre num novo horizonte após a tempestade.


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Trabalho realizado pela turma 11TM

Afonso Silva; Daniel Campos; Dia Leal; Érica Nogueira; Fernando Duarte; Gustavo Barros; Lara Sousa; Lara Miranda; Lara Ferreira; Luana Pinheiro; Nataly Pinto; Nuno Martins; Rúben Brandão e Sara Costa

O gato preto

 

Olá! Não vos tinha visto, estava demasiado envolvida na leitura deste conto: O gato preto. Não conhecem? É uma obra do século XIX, um clássico de terror escrito pelo mestre dos arrepios. É um livro incrível que explora temas como a culpa, a sanidade mental e a perversidade, um livro que nos faz refletir sobre o lado sombrio da mente humana

O livro conta a história de um homem dócil, meigo, amável e amante de animais, um homem extremamente humano. Quanto mais anos iam passando, mais a sua paixão por bichos aumentava. passava a maior parte do seu tempo com eles e nunca se sentia tão feliz como quando lhes dava de comer e os acariciava. Em adulto, casou com uma mulher também com essa paixão, uma mulher igualmente afável.

Tinham pássaros, peixes dourados, um lindo cão, coelhos, um macaquinho e, por último, um gato preto, sendo este o seu predileto companheiro e amigo preferido. seguia-o por toda a parte, dentro de casa e Era até com dificuldade que ele conseguia impedir que o gato o seguisse na rua. Chamava-se Plutão. Mas tudo muda quando o álcool começa a alterar a sua personalidade e a torná-lo taciturno, agressivo e indiferente aos sentimentos dos outros e transformando o seu amor pelos animais em ódio. Plutão acabou por se tornar a sua maior vítima. Serão estes comportamentos frutos da loucura ou da própria perversidade? Que impulso oculto poderá guiá-lo no próximo instante?

E agora, já estão interessados em ler? Acreditem, não se vão arrepender, porque este é um livro único e inesquecível, que aborda temáticas cruciais e fundamentais e retrata temas psicológicos profundos e perturbadores (a culpa e a consciência humana). Mostrando que, por vezes, o maior inimigo do ser humano é ele próprio.

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Trabalho realizado pela turma 10RA:

Ana Sofia Neves, Beatriz Coelho, Carina Rocha, Helena Campos, Inês Silva, Íris Santos, João Rocha, Lara Campos, Leonardo Barbosa, Leonor Rocha, Leonor Fonseca, Leonor Barroso, Luana Barbosa, Marco Moreira, Maria Moreira, Mariana Barbosa, Mariana Silva, Mariana Gomes, Matilde Silva, Miguel Silva, Pedro Coelho, Simão Barros, Tiago Costa, Tiago Silva e Tomás Marques

O Teorema Katherine

 


Motivar alguém a ler "O Teorema Katherine" de John Green, passa por destacar que este não é apenas mais um romance de adolescentes, mas sim uma exploração inteligente e divertida sobre o que significa ser "especial".

Este livro reflete sobre o humor e a amizade: a relação entre o protagonista Colin e o seu melhor amigo Hassan é um dos pontos altos. Hassan é a voz da razão (e do humor) que equilibra as obsessões intelectuais de Colin, tornando a leitura leve e engraçada. Ao contrário de outros livros de John Green, “O Teorema Katherine” foca-se menos no drama trágico e mais na identidade e no propósito. É ideal para quem já se sentiu pressionado a ter sucesso ou a ser "um génio".

Se gostas de aprender coisas novas, o livro está repleto de anagramas, factos históricos e notas de rodapé que explicam tudo, desde termos em alemão até conceitos matemáticos reais.

A nossa opinião...

Se procuras uma história leve, divertida e ao mesmo tempo cheia de significado, “O Teorema Katherine” é uma excelente escolha. John Green consegue misturar humor, romance e reflexões sobre a vida de forma única, fazendo-te pensar enquanto te faz sorrir.

É um livro ideal para quem já se questionou sobre o amor, os erros do passado e o seu lugar no mundo e mostra que nem tudo precisa de uma fórmula para fazer sentido.

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Trabalho realizado pela turma 8VC:

Ana Ribeiro; Bruno Neto; Carolina Barros; Cláudia Carvalho; Daniel Silva; Diogo Moreira; Elisabeth Ferreira; Francisco Cardoso; Francisco Melo; Juliana Cunha; Lara Dias; Mafalda Baltazar; Marcos Duarte; Maria Coelho; Maria Cardoso; Mariana Cardoso; Martim Ferreira; Pedro Leal; Rita Guimarães; Rodrigo Silva; Rodrigo Leal; Tiago Neves e Lara Coelho

sábado, 18 de abril de 2026

Porque é que os animais não conduzem

 


Queres saber porque é que o dinossauro, a toupeira, o papagaio e muitas outras

criaturas não podem conduzir?!

Então entra neste livro e deixa-te guiar por um mundo divertido de animais que

parecem pessoas reais.

De uma forma engraçada há um paralelismo entre as características dos animais

e a forma de conduzir. Ótimo para ensinar regras rodoviárias.

“Sem regras nem sinais as estradas são uma selva e os perigos muitos mais. Boa

viagem... em segurança!”


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Trabalho realizado pela turma 1CA:

Ana Martins; Aurea Nunes; Beatriz Roque; Bernardo Araújo; Carlota Ferreira; Daniel Ribeiro; Gabriel Dias; Leonor Barros; Letícia Leal; Lorenzo Carneiro; Lucas Moreira; Luísa Teixeira; Margarida Leal; Maria Clra Sousa; Mariana Magalhães; Mariana Pinto; Nina Leal; Noah Guerra; Pedro Moreira; Rita Lage; Salvador Marujo; Salvador Silva; Salvadro Miguel Silva e Vitória Carneiro

Uma aventura debaixo da terra

 

O livro Uma aventura debaixo da terra, escrito por Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, tem como personagens principais Teresa, Luísa, Pedro, João e Chico.

Nesta aventura, os cinco amigos fazem várias descobertas, mas nem tudo corre como esperavam. Ficam a saber mais sobre o terramoto que ocorreu em Lisboa, no ano de 1755.

Decidem explorar o que existe debaixo da terra e acabam por entrar num túnel subterrâneo, onde encontram dois arqueólogos presos na lama. Depois de ajudarem os arqueólogos, os cinco amigos, acompanhados pelo pai do Pedro, vão até à praia do Guincho. Lá, divertem-se bastante e comem bem, mas deparam-se com um problema: não têm nada para beber e ficam cheios de sede. Então, têm a ideia de ir até um hotel com bar. Quando lá chegam, descobrem que está a decorrer um congresso de arqueólogos e reencontram os mesmos arqueólogos que tinham ajudado anteriormente.

Mais tarde, os amigos vão a casa de um arqueólogo e, a partir daí, tudo começa a complicar- se: quase são apanhados e acabam por ficar presos num túnel, às escuras.

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Trabalho realizado pela turma:

Afonso Brandão; Alice Sousa; Camila Moreira; Carlota Bessa; Diogo Dias; Eliana Coelho; Gabriel Martins; Gonçalo Mariz; Lara Durães; Leonor Rocha; Leonor Brandão; Luís Ribeiro; Madalena Ribeiro; Margarida Ribeiro; Matilde Moreira; Rodrigo Torres; Romeu Moreira; Santiago Moreira e Sofia Ferreira

A Culpa é das Estrelas


John Green é um escritor norte-americano conhecido sobretudo pelas suas obras de literatura juvenil. Alcançou grande sucesso com o livro A Culpa é das Estrelas, publicado em 2012, uma obra que aborda temas como o amor, a doença e a amizade entre jovens. O livro tornou-se um sucesso mundial e foi adaptado ao cinema.

A Culpa é das Estrelas conta a história de Hazel Grace Lancaster, uma adolescente de dezasseis anos que sofre de cancro da tiroide com metástases nos pulmões. A sua vida muda quando conhece Augustus Waters, um jovem carismático e inteligente que já passou por um cancro ósseo. Ambos desenvolvem uma profunda amizade que evolui para uma história de amor marcada pela vulnerabilidade e pela consciência da morte. Outras personagens importantes incluem os pais da Hazel, que a apoiam incondicionalmente, e Isaac, amigo de Augustus, que enfrenta os desafios da sua própria doença.

O tempo da história situa-se no presente, sem saltos temporais complexos, permitindo acompanhar de forma linear o desenvolvimento emocional das personagens ao longo de meses decisivos das suas vidas. O romance é narrado por Hazel, na primeira pessoa, o que permite ao leitor aceder diretamente aos seus pensamentos, sentimentos e reflexões sobre a vida, a doença e a morte. Este ponto de vista confere à obra uma forte carga emocional e aproxima o leitor das experiências das personagens, tornando a história envolvente, realista e profundamente comovente.

Além disso, a obra aborda temas universais como a fragilidade da vida e a importância de aproveitar cada momento. A relação entre Hazel e Augustus mostra como o amor e a amizade podem oferecer força e esperança, mesmo diante de situações difíceis. A forma como John Green mistura humor, sensibilidade e reflexão filosófica torna o livro não só emocionante, mas também inspirador para leitores de todas as idades.

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Trabalho Realizado pela turma 12TOT:

Beatriz Leal; Beatriz Silva; Beatriz Monteiro da Silva; Bruno Ribeiro; Cristiana Barbosa; Daniela Ferreira; Débora Brito; Diana Moreira; Diogo Neves; Eva Duarte; Gabriel Moreira; Joana Silva; José Pinto; Leandro Brito; Luís Bonilha; Mariana Pacheco; Rafaela Ferreira; Sara moreira; Sofia Pedrosa e Vanessa Dias

A Irmã Errada

 

Os alunos da turma RD do 7.º ano de escolaridade apresentam, como sugestão literária para leitura, o livro: «A Irmã Errada». Este é um livro policial escrito por Claire Douglas, uma escritora inglesa contemporânea que, após ter estudado jornalismo e ter exercido a profissão durante quinze anos, dedicou o seu tempo à escrita de ficção, algo que desejava desde a infância.

O livro conta a história de duas irmãs com uma vida muito diferente. Alice é uma mulher com uma vida aparentemente perfeita e Tasha, sua irmã, tem uma vida muito simples e sente-se frequentemente esquecida. Para ajudar a irmã, Alice decide trocar de vida com ela por uma semana. Tasha aceita e vai para o apartamento de férias de Alice em Veneza, enquanto Alice e o seu marido Kyle ficam em casa de Tasha com as suas filhas gémeas. Pouco tempo depois, Alice é assaltada e o marido dela morre no assalto. Entretanto Tasha recebe uma carta misteriosa a dizer: «Devias ter sido tu»; é então que começa a perceber que nada na sua vida é o que parece. À medida que investiga, Tasha descobre segredos de família e mentiras que mudam tudo. Descobre que Alice não é a sua única irmã. Descobre também que Alice planeou o assalto para matar Kyle. Mesmo assim, Tasha decide ficar do lado da irmã e juntas vão à procura de Holly, a sua irmã mais nova. Holly foi raptada ainda bebé e o seu rapto foi mantido em segredo; após diversas reviravoltas, é encontrada e as três irmãs estão finalmente juntas.

O livro é interessante porque existem várias histórias para descobrir. Os alunos escolheram esta obra pelo seu interesse e pela relevância dos temas explorados, evidenciando-se as relações familiares, o erro de identidade e o questionamento, bem como a confiança no outro e aceitação da realidade.

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Trabalho realizado pela turma 7RD:

Adriana S., Afonso F., Ana P., André R., Anita B., David S., Francisco C., Gonçalo L., Hélder B., Leonor S., Luna S., M. Francisca N., Maria F., Mariana M., Martim B., Martim P., Matilde S., Mayara A., Nuno M., Rafaela P., Rita A., Rúben D., Vitória M.

Redeeming 6

 

Redeeming 6 é mais do que um romance juvenil. É uma narrativa sobre enfrentar a dor, reconhecer erros e procurar redenção. Mostra que o amor, quando aliado  coragem e à vontade de mudar, pode tornar-se uma força transformadora.

É uma leitura intensa, indicada para leitores que apreciam histórias emocionais profundas e personagens complexas, que lutam para encontrar o seu lugar no mundo. 

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Trabalho realizado pela turma 12TGEI:

Ana Ribeiro; Beatriz Bessa; Bruno Cruz; Daniel Silva; Dinis Pedrosa; Edgar Oliveira; Francisco Loureiro; Gonçalo Nunes; Gonçalo Gomes; João Nunes; Nuno Leal; Rafael Rodrigues; Rafael Santos; Rúben Queiroz; Samuel Silva; Sérgio Costa; Tiago Silva; Tomás Silva e Tomás Nunes


Arsene Lupin, O Triângulo de Ouro

 


A turma do 9VA elegeu o livro Arsène Lupin, o Triângulo de Ouro, de Maurice Leblanc, por várias razões: a capa sugestiva, a fama associada à personagem Lupin, que nasceu há mais de cem anos, as várias adaptações ao cinema e séries, como é o caso da recente série da Netflix e ainda pelo facto de este ser um romance diferente do habitual.

A obra insere-se no género literário romance policial/de aventuras. O assunto principal é a investigação e recuperação de um tesouro histórico, o Triângulo de Ouro, envolvendo mistério, intrigas e a astúcia de Arsène Lupin, o protagonista. Esta personagem destaca-se pela sua inteligência, audácia, ironia e estratégia. Usa o disfarce e a dedução para alcançar os seus objetivos, mantendo um forte sentido de justiça pessoal. 

A ação decorre principalmente em França, em diversos espaços ligados ao mistério do Triângulo de Ouro, como castelos, locais históricos e ambientes urbanos. Esta é uma narrativa que leva a uma reflexão sobre a fronteira entre o bem e o mal, mostrando que a inteligência e a moral nem sempre seguem regras rígidas. Além disso, valoriza a astúcia, o raciocínio lógico e a identidade nacional ligada ao património histórico.

Vale a pena ler Arsène Lupin, O Triângulo de Ouro, porque esta obra combina mistério, aventura e inteligência, mantendo o leitor interessado do início ao fim. A personagem Arsène Lupin é muito carismática e a narrativa estimula o raciocínio lógico e o gosto pela leitura de romances policiais, ao mesmo tempo que valoriza a História e o património cultural.


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Trabalho realizado pela turma 9VA:


Alberto Ribeiro, Ana Barbosa, Catarina Castro, Diogo Teixeira, Duarte Rocha, Fábio Brito, Francisca Barros, Gonçalo Alves, Ivo Mota, Maria Gomes, Leonor Paiva, Matilde Silva, Nuno Silva, Patrício Pinto, Rafael Pacheco, Rodrigo Santos, Rodrigo Trabuco, Sofia Teixeira e Vitória Barbosa


Capitães da Areia

O livro “Capitães da Areia”, de Jorge Amado, conta a história de um grupo de crianças e adolescentes, que viviam nas ruas de Salvador, no Brasil, durante os anos 1930. Perspetiva a realidade social desses jovens que não tinham casa, nem família, viviam na pobreza e lutavam diariamente pela sobrevivência. Apesar das dificuldades, estes jovens criaram entre si, regras próprias e laços de amizade, para enfrentar os desafios constantes.

A narrativa acompanha um conjunto de aventuras rodeada de receios e sonhos desses “Capitães da Areia”, mostrando como cada um tenta encontrar um caminho melhor, para lutar contra a pobreza e a desigualdade social.

Esta história aborda valores importantes, entre os quais, a amizade, a lealdade e a esperança, apesar das dificuldades vivenciadas por estas crianças.

Este romance é uma realidade social intensa e sensível de um conjunto de crianças obrigadas a crescer rapidamente, privadas dos cuidados de saúde, da educação, da alimentação, da habitação, da segurança, do lazer e amor.

É uma leitura enriquecedora que nos emociona e faz refletir sobre os princípios fundamentais da vida do ser humano, essencialmente, quando não há dignidade social e os mesmos direitos para as crianças.


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A turma 10TGPSI:

Asaph Meireles; César Costa; Cristiano Jesus; Dinis Rodrigues; Eliandro Marinheiro; Franscisco Torres; Gabriel Oliveira; João Nunes; João Santos; Leonardo Nunes; Rodrigo Barbosa; Rodrigo Silva; Santiago Reis; Vítor Ferreira; Ricardo Silva; Lara Santos; João Fábio Silva e Vânia Ferreira

domingo, 12 de abril de 2026

O Estranhão 1

 

O livro O Estranhão 1 é uma obra muito interessante, cheia de emoções, onde acontecem peripécias divertidas. Gostei muito de ler este livro, pois a personagem principal fala com o leitor (connosco), sobre o seu dia a dia; relata-nos aventuras que acontecem na vida real, mas também de situações imaginárias. A sua profissão será, no futuro, um cientista, revelando- se um inventor e, por esta razão, as suas revelações são algo inexplicável. No entanto, este menino de onze anos, com um Q. I. muito elevado, consegue contar a sua história sobre a escola, os amigos, a sua família e até as suas paixões. Ele mostra-se, também, alguém com ideias muito concretas e sérias. E fá-lo através, não só de palavras, mas também de desenhos. Chega, até, a mostrar-se “estúpido” para que os que o rodeavam pensassem que eram mais inteligentes do que ele.

Aconselho os meus amigos a lerem este livro, sobretudo porque relata momentos de boa disposição e, quando estamos aborrecidos, as pequenas histórias que vão acontecendo melhoram a nossa disposição, despertam-nos a mente para a criatividade, torna-nos seres curiosos e, acima de tudo, aumenta a nossa imaginação.

Cada capítulo que fui lendo, deixou-me muito entusiasmado (tal como se mostrou a personagem da obra), querendo saber o que iria acontecer a seguir. Isto fez com que eu, muitas vezes, tivesse dificuldade em parar de ler.


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Trabalho realizado pela turma 6RD

Afonso Cardoso; Aida Rocha; Ana Torres; Ana Rocha; Beatriz Sousa; Daniela Costa; Dinis Sila; Dinis Oliveira e Silva; Duarte Silva; Francisco Amorim; Inês Ribeiro; José Barros; Leonor Santos; Mariana Barbosa; Matilde Costa; Salvador Nunes; Santiago Soares; Sofia Silva; Tomás Silva e Tomás Meireles

Maria Mete Medo

 


Maria Mete Medo, de Natalina Cóias

O livro foi trabalhado na disciplina Agora Nós e está incluído no Plano de Turma para a Cidadania.

É uma história que explora o valor da empatia.

Como somos pequeninos e ainda não sabemos escrever um texto, fizemos para ti um vídeo, mas participámos, pois é de pequenino que se começa a desenvolver o gosto pela leitura.


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Trabalho elaborado pela turma 1CB:

Áurea Mesquita; Catarina Primo; Constança Mesquita; Diogo Ribeiro; Duarte Seabra; Francisca Marques; Francisca Almeida; Gustavo Barros; Isabel Silva; Jaime Silva; João Cruz; Leonor Ribeiro; Leonor Silva; Letícia Sousa; Letícia Carvalho; Luísa Barbosa; Maria Beatriz Jesus; Matilde Rocha; Pedro Oliveira; Rodrigo Fontes; Tiago Sousa; Tiago Costa; Benjamim Souza; Virginia Jones

Ala D

 


Ala D, de Freida McFadden

O livro Ala D é um thriller psicológico que se destaca pela forma como mantém o leitor em constante tensão. A história consegue prender sem recorrer a acontecimentos extraordinários; é o ambiente fechado, a atmosfera de mistério e a sensação de perigo iminente que tornam a história envolvente. A autora transmite de forma convincente as emoções e pensamentos da protagonista, tornando fácil identificar-nos com os seus medos e incertezas.

É cativante a forma como a narrativa joga com a perceção do que é real ou imaginário. A incerteza é constante, e as pistas e reviravoltas mantêm a curiosidade até ao final. Os segredos e traumas dos personagens surgem de forma gradual, acrescentando profundidade à narrativa e provocando reflexão sobre sanidade, memória e o impacto do passado no presente.

A personagem principal, Amy, é particularmente interessante, pois a sua evolução ao longo da história mostra coragem, vulnerabilidade e resiliência. É através da sua experiência que o leitor se confronta com dilemas éticos, medos e a imprevisibilidade do comportamento humano.

Ala D é uma leitura intensa e envolvente, capaz de prender o leitor do início ao fim. Recomenda-se este livro a quem aprecia histórias psicológicas cheias de suspense, tensão e reflexão sobre a mente humana. É uma obra que combina mistério e análise psicológica de forma eficaz, deixando uma sensação duradoura de inquietação e curiosidade.

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Trabalho realizado pela turma 9RD:

Afonso Oliveira; Ana Ribeiro; André Silva; Beatriz Ribeiro; Bianca Branco; Filipe Fernandes; Gonçalo Paulos; Helena Gaspar; Inês Oliveira; Íris Monteiro; Joana Oliveira; João Silva; Lara Moreira; Mafalda Silva; Mariana Chimixi; Martim Sousa; Martim Martins; Matilde Leite; Raquel Dias; Tomás Leal

segunda-feira, 6 de abril de 2026

O Jogo do Reverso Pequenos Equívocos Sem Importância

 

O Jogo do Reverso Pequenos Equívocos Sem Importância é um livro de contos de Antonio Tabucchi, escritor italiano que, em 2004, adquiriu a nacionalidade portuguesa, tal era a sua paixão por Portugal e por Fernando Pessoa, de quem foi crítico e tradutor. Esta sua ligação à terra lusa e à cultura lusófona torna-se, desde logo, uma evidência. Com efeito, nestes contos, a começar por aquele que abre esta obra, intitulado “O Jogo do Reverso”, são várias as referências à cidade de Lisboa, tais como o jantar no Tavares e os fados antigos, a “Lisboa dos heterónimos” e as deambulações pela cidade, o recitar “Lisbon Revisited”, de Álvaro de Campos, “um poema no qual uma pessoa está à mesma janela da sua infância, mas já não é a mesma pessoa e já não é a mesma janela, porque o tempo muda homens e coisas” (p. 23).

Nostalgia, infância, viagens, evasão, sonho e realidade, vida ou o seu reverso, onde “os cais eram as linhas de perspetiva que convergiam para o ponto de fuga de um quadro, o quadro era Las Meninas de Velásquez” (“O Jogo do Reverso”, p. 32), são tópicos recorrentes nas pequenas narrativas que vão surgindo ao longo desta obra, com uma “griffe” muito própria, gérmen de iluminação pessoana, a espelhar o real e o imaginado, ou o seu reverso: uma realidade paralela que acompanha a realidade visível. Na verdade, a leitura destas narrativas oferece-nos várias possibilidades como a de viajar até à infância de Ettore, agora Josefine, a surpreendente revelação, a grande diva. Josefine, nome inspirado numa reminiscência da infância de Ettore, a palmeira em frente à sua casa (“Carta de Casablanca”). E, levado pelo desejo de evasão, também é poder chegar ao continente africano, mais precisamente a Moçambique e, numa terra longínqua, ir semanalmente ao teatro para ouvir declamar Shakespeare (“Teatro”) ou, ainda, ao contrário de Fitzgerald, fazer nascer um “Pequeno Gatsby”.

Por outro lado, estes “Pequenos Equívocos Sem Importância”, mal-entendidos ou quiproquós que vão surgindo na vida do dia-a-dia e aos quais não se dá grande importância, acabam por ser extremamente relevantes, sem disso se ter consciência. De facto, foi apenas um «pequeno equívoco» que acabou por ditar o funesto fim de vida para Federico, quando, ao efetuar a sua matrícula em Clássicas, lhe foi atribuída, por engano, a de Jurisprudência. Tratou-se de “um pequeno equívoco sem solução”, “um lapso” que causou gargalhada geral, muito longe de se imaginar que seria este mesmo “equívoco sem importância", o responsável pelo trágico destino do jovem Federico. Assim, por obra do acaso (ou não), assistimos a encontros e desencontros, ao imprevisível que acontece, um misto de realidade e ficção, pronto a baralhar o leitor no decorrer de um jogo, o do reverso.

Aqui fica o convite para a descoberta de uma escrita dotada de características especiais, assente num jogo de subtilezas, pois que nada é linear. De facto, o leitor vê-se confrontado com narrativas carregadas de imaginação, imbuídas de mistério e de enigmas, para as quais não se vislumbra um final palpável. Esse, caro leitor, será o grande desafio.


Isabel Nunes Oliveira

Docente de Português e Francês

(Representante de Área Disciplinar Línguas Românicas)