segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

A sombra do vento


A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón, tem como pano de fundo a cidade de Barcelona no período posterior à Guerra Civil Espanhola. A narrativa acompanha Daniel Sempere, filho de um livreiro que, aos dez anos, é levado pelo pai ao enigmático Cemitério dos Livros Esquecidos, onde escolhe o romance A Sombra do Vento, de Julián Carax.

A leitura da obra desperta em Daniel o interesse pela vida do escritor, cuja produção literária vem sendo sistematicamente destruída por um indivíduo misterioso. A investigação leva-o a reconstruir a trajetória de Carax, marcada por conflitos familiares, um relacionamento amoroso interrompido e perseguições durante um período político conturbado da Espanha.

A leitura desta obra desperta em Daniel Sempere uma profunda curiosidade pela enigmática vida de Julián Carax, um escritor cuja produção literária vem sendo sistematicamente destruída por um misterioso perseguidor. Motivado por essa descoberta, Daniel inicia uma investigação minuciosa que o leva a reconstruir a trajetória de Carax, marcada por dramas familiares complexos, um amor interrompido de forma trágica e conflitos com figuras de poder durante os conturbados anos de instabilidade política e social num período conturbado de Espanha.

À medida que cresce, Daniel envolve-se numa teia de segredos que liga diferentes personagens e épocas. Ao longo desse percurso, Daniel não apenas desvenda segredos literários e pessoais de Carax, mas também confronta os próprios dilemas éticos e emocionais que surgem à medida que ele se envolve nesse mundo de mistério e paixão.

A história vai se desenrolando à medida que esses segredos são revelados, até que finalmente se descobre o destino de Julián Carax.

Ao longo da obra, Zafón reflete sobre temas como memória, identidade, destino e o poder transformador da literatura, salientando a forma como o passado, através das experiências vividas e das escolhas feitas, exerce uma influência duradoura na construção da identidade e no percurso de vida de cada indivíduo.

"Cada livro, cada volume que vês, tem alma. A alma de quem o escreveu e a alma dos que o leram e viveram e sonharam com ele. Cada vez que um livro muda de mãos, cada vez que alguém desliza o olhar pelas suas páginas, o seu espírito cresce e torna-se forte"

Carlos Ruiz Zafón em “A sombra do vento”.


Ana Moutinho
(Docente de Matemática)
(Adjunta do Diretor)

domingo, 14 de dezembro de 2025

Espera por mim

 

O livro Espera por Mim, de António Mota, conta a história de Saul Antonino, um rapaz que vivia em Lisboa com a mãe. Um dia, eles são despejados da casa onde viviam, porque não tinham dinheiro para pagar a renda. Como a mãe precisava de arranjar outro lugar para ele habitarem, Saul foi temporariamente viver com a avó, na pequena província da Pedrinha do Sol, enquanto a sua mãe ficou alojada em casa de uma amiga.

A viagem até lá marcou muito Saul, porque era a primeira vez que viajava sozinho. Enquanto esperava pelo comboio, Saul começou a pensar no seu grande problema: as distrações. Saul tinha muita imaginação e, segundo ele, o mundo imaginário era muito melhor que o real. Durante a sua viagem, Saul manteve contacto com a mãe e com os seus melhores amigos: Deni e Ana Rita.

Porém, ao ir à casa de banho do comboio, perdeu o telemóvel e só se apercebeu mais tarde. Como era através do telemóvel que sabia o caminho até casa da avó, ficou em pânico. Quando chegou a Campanhã, Saul Antonino não tinha forma de contactar ninguém e não sabia para onde ir.

Como ninguém conseguia falar com Saul, a avó temeu que algo tivesse acontecido com ele e pediu ajuda a uma amiga para o procurar na estação. Foi então que apareceu uma senhora que olhava para ele e sorria. Saul ficou assustado, pensando que ela o queria raptar, mas afinal era apenas uma amiga da avó. A senhora reconheceu-o pela mala estranha que a mãe lhe tinha oferecido e levou-o até casa da avó. Lá, enquanto as duas senhoras conversavam e bebiam chá, Saul ficou no quarto a descansar.

Nos dias seguintes, Saul sentia-se um pouco perdido, porque não tinha telemóvel e não conhecia ninguém na aldeia. Uma manhã, encontrou na cozinha um bilhete da avó a dizer que tinha saído e só voltava para o almoço. Como ela tinha deixado os ingredientes preparados, quando o meio-dia chegou e a avó ainda não tinha regressado, Saul decidiu começar a cozinhar. Quando a avó voltou, comeram juntos e ela pediu-lhe para ir ao sótão, pois tinha lá uma surpresa para ele.

No sótão, Saul encontrou a bicicleta antiga da mãe, completamente restaurada. A partir desse momento, Saul começou a passear de bicicleta todos os dias. Numa dessas voltas, conheceu uma rapariga muito bonita chamada Paula Raquel. Os dois começaram a andar juntos, explorando o parque e vários sítios da Pedrinha do Sol.

Um dia, Paula Raquel disse a Saul que, no dia seguinte, ela e a sua família iriam embora. Saul deu-lhe então o seu e-mail para manterem contacto. Ele tentou acordar cedo para se despedir da amiga, mas ela já tinha partido. No entanto, quando acordou, encontrou a mãe, que tinha ido buscá-lo, pois ela, finalmente, tinha arranjado uma casa para eles viverem. E trouxe-lhe também um presente: um novo telefone!

Então, a primeira coisa que Saul fez foi mandar mensagens ao Deni, à Ana Rita e também à Paula Raquel, para lhes contar as novidades.

 

Espreita o nosso vídeo:


A turma 8RD:

Andrea Espinoza; Bianca Barbosa; Carolina Campos; Daniel Ferreira; Domingos Moreira; Fabiana Coelho; Gonçalo Neto; João Nunes; João Paiva; Lavynia Pereira; Leonor Ferreira; Leonor Azevedo; Luana Neto; Maria Marujo; Mariana Lopes; Martim Seabra; Martim Gonçalves; Matilde Lopes; Matilde Leal; Pedro Barbosa; Rafael Barbosa; Ricardo Fernandes e Rodrigo Silva

O tubarão na banheira

 


Tudo começou no dia em que o avô,

ao sentar-se sem jeito, os óculos partiu.

Ficou DESLUMBRADO, meio às cegas,

e o menino riu, porque nada viu.

 

No sótão encontraram um aquário vazio,

que o menino limpou com dedicação.

Queria um peixe para lhe fazer companhia,

e assim nasceu do avô a PERPLEXÃO.

 

À beira-mar surgiu o peixinho Osvaldo,

cheio de ASSOMBRO e também MELANCOLIA.

O menino viu-o triste e só,

e decidiu arranjar-lhe um amigo nesse dia.

 

Voltaram à praia com vara e linha,

e logo sentiram um puxão gigante.

Quando saiu da água, era um tubarão!

E o avô, CISMADO, achou-o um peixe elegante.

 

Levaram-no num táxi muito apertado,

com o motorista em clara INQUIETAÇÃO.

O tubarão quase saiu do porta-bagagens,

provocando ESTUPEFACÇÃO.

 

Em casa, o aquário, era pequeno demais,

por isso encheram a banheira com água do mar.

O tubarão chapinhava, fazia ondas enormes,

e o Osvaldo tremia, quase a desmaiar.

 

Na rua e na escola foi grande confusão,

o semáforo caiu, as mochilas foram ao chão.

A árvore abanou com a cauda do tubarão,

e todos DESORIENTADOS tremiam de coração.

 

O menino percebeu que a situação,

era mesmo CATASTRÓFICA para valer.

Decidiu então levá-lo de volta ao mar,

com o avô sempre pronto a ajudar.

 

Mas, para surpresa, do aquário a saltar,

não foi o tubarão, foi o Osvaldo a escapar.

O menino ficou INCRÉDULO, sem saber o que dizer,

ao vê-lo, num instante, no mar desaparecer.

 

E quando regressam, de volta a casa,

O avô grita, sem tempo de pensar:

“Está uma baleia dentro da banheira!”

E a aventura volta a começar.


Espreita o nosso vídeo:


A turma 3CVB:

Clara Barros; Dinis Cerdeiral; Francisco Brito; Gabriela Costa; Gustavo Silva; Iara Lopes; Inês Moreira; Íris Matos; Leonor Leite; Lourenço Machado; Lucas Santos; Mafalda Ribeiro; Mara Nunes; Maria Silva; Maria Helena Rodrigues; Maria Inês Gonçalves; Matilde Neto; Micaela Ribeiro; Naiara Santos; Ricardo Silva; Salvador Azevedo; Santiago Coelho; Sofia Matos e Vasco Lopes

As Emoções em Alto Mar

 

 

As Emoções Moram Dentro da Gente

Dentro de cada pessoa existe um mundo cheio de sentimentos. As emoções são como pequenas luzinhas que acendem para nos ajudar a entender o que está a acontecer à nossa volta.

Às vezes, sentimos alegria, e parece que o coração quer sorrir junto com a gente. Outras vezes, vem a tristeza, e tudo fica um pouco nublado, como um dia de chuva. Também existe a raiva, que é como um fogo forte que aparece quando algo nos incomoda. E tem o medo, que nos deixa alertas quando achamos que algo pode dar errado.

Todas essas emoções são importantes. Elas aparecem para nos proteger, ensinar e ajudar a crescer. Não existe emoção “boa” ou “ruim”: todas fazem parte de quem somos.

O mais importante é lembrar que podemos conversar sobre o que sentimos. Falar com alguém de confiança — como um adulto, um amigo ou um professor — ajuda o coração a ficar mais leve. E, quando entendemos as nossas emoções, fica mais fácil entender também as dos outros.

Sentir faz parte da vida. E, com cada emoção, aprendemos um pouquinho mais sobre nós mesmos.

 

RESUMO

Num vasto e profundo oceano chamado Maré, onde habitam criaturas maravilhosas, vive um mar sensível e cheio de emoções. Embora Maré seja muitas vezes alegre, também enfrenta momentos de tristeza, raiva e confusão. Quando as suas emoções se tornam demasiado intensas, decide procurar ajuda e encontra Leonardo, uma tartaruga sábia que o guia numa jornada de autoconhecimento. Através de conselhos sobre respiração, reconhecimento emocional e partilha com os amigos, Maré aprende a compreender e a gerir os seus sentimentos.


Espreita o nosso vídeo:


A turma 2CVA:

Afonso Dias; Ariana Coelho; Ariana Moreira; David Carneiro; Francisco Teixeira; Gonçalo Almeida; Guilherme Ribeiro; João Silva; João Dias; Joel Moreira; Lara Prudêncio; Lara Cunha; Luana Monteiro; Mafalda Cruz; Martim Brito; Melissa Silva; Rafael Ferreira; Ricardo Carvalho; Rodrigo Leal e Rodrigo Gonçalves


Queimada Viva

 


Este livro apresenta a história verídicade Souad, uma jovem palestiniana que foi vítima de uma tentativa de homicídio motivada por um chamado “crime de honra”.

Após engravidar fora do casamento, a sua família decide tirar-lhe a vida para "restaurar" a honra familiar. O seu cunhado executa o castigo, atirando-lhe gasolina e incendiando-a. Contra todas as probabilidades, Souad sobrevive ao ataque, ficando gravemente ferida.

Posteriormente, é resgatada por uma organização humanitária e levada para a Europa, onde recebe tratamento médico e tem a oportunidade de recomeçar a sua vida. No seu testemunho, a autora descreve a infância marcada pela violência e pela submissão, denunciando a crueldade de certas tradições que continuam a oprimir as mulheres em algumas sociedades.

“Queimada Viva” é, assim, um relato comovente e inspirador, que revela a força e a coragem de uma mulher que sobreviveu para dar voz às vítimas do silêncio e da injustiça.

Espreita o nosso vídeo:


A turma 12RB:

Ana Oliveira; Carolina Ribeiro; Carolina Andrade; Gabriela Neves; Gonçalo Sousa; Gonçalo Dias; João Silva; Lara Sousa; Laura Campos; Leonardo Rodrigues; Leonor Maia; Leonor Dias; Luana Silva; Mafalda Barbosa; Margarida Silva; Maria Inês Costa; Sofia Silva; Tiago Alves e Vitória Campos

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Nexus História Breve das Redes de Informação da Idade da Pedra à Inteligência Artificial

 

Nexus História Breve das Redes de Informação da Idade da Pedra à Inteligência Artificial é uma obra de um dos maiores pensadores da atualidade, Yuval Noah Harari.

Presentemente vivemos num mundo dominado pela tecnologia digital, em que as fake news e a desinformação proliferam nas redes sociais, qual é o papel da Inteligência Artificial no meio disto tudo?!

O livro Nexus História Breve das Redes de Informação da Idade da Pedra à Inteligência Artificial de Yuval Noah Harari, aborda a evolução dos meios de comunicação ao longo dos tempos até à invenção da IA, e traça um paralelo entre a evolução dos sistemas de informação e o seu impacto na formação das sociedades.

A obra de Yuval Noah Harari reflete como as revoluções tecnológicas ao longo dos tempos sempre trouxeram progresso, mas inevitavelmente também geraram desinformação e fantasias perigosas.

O autor alerta para o uso da IA, que sem a supervisão humana, pode moldar a informação e influenciar a nossa sociedade.

«Uma obra de suma importância que surge num momento crítico em que todos nós refletimos sobre as implicações da inteligência artificial.» Mustafa Suleyman

«Um livro tremendo, extremamente bem fundamentado e que dá que pensar. Todos deveriam ler Nexus.» Stephen Fry

 

Ricardo Silva
Presidente da Associação de Pais da EBSRebordosa

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Cristiane F.

 


Apesar de já ter lido muitos outros, tenho que partilhar todos os sentimentos despoletados por esta leitura, um dos livros que mais me emocionou.
"O livro “Cristiane F.” emocionou-me muito porque, enquanto lia, senti que estava a acompanhar uma adolescente real, que enfrentava problemas demasiado pesados para alguém da sua idade. Cada capítulo fez-me sentir revolta e tristeza, porque era impossível não imaginar como seria estar no lugar dela ou pensar nas muitas crianças que passam por situações parecidas sem receberem ajuda. A forma direta e verdadeira como a história é contada fez-me sentir que não estava apenas a ler, mas a assistir ao sofrimento de uma pessoa que podia ser qualquer jovem.
O que mais me marcou foi perceber que, mesmo em meio de tanta dor, Christiane ainda procurava coisas simples como carinho, atenção e alguém que a entendesse. Sempre que ela tentava libertar-se das drogas e falhava, sentia a sua frustração e o seu desespero. A frieza do ambiente à sua volta, a falta de apoio dos adultos e o caminho fácil para o vício fizeram-me pensar em como a sociedade falha com quem mais precisa.
A escrita clara e quase documental tornou tudo ainda mais forte, porque nada parecia exagerado ou inventado. Era tudo real e humano. Isso fez-me refletir sobre a fragilidade das pessoas e sobre como é difícil julgar alguém sem conhecer a sua história.
No fim, emocionei-me porque percebi que, por trás de cada dependente, existe uma pessoa que só queria ser ajudada. A história de Christiane fez-me lembrar que ninguém escolhe sofrer sozinho...e isso tocou-me profundamente"


Zélia Sousa
Chefe dos Serviços Administrativos e Escolares