domingo, 14 de dezembro de 2025

Queimada Viva

 


Este livro apresenta a história verídicade Souad, uma jovem palestiniana que foi vítima de uma tentativa de homicídio motivada por um chamado “crime de honra”.

Após engravidar fora do casamento, a sua família decide tirar-lhe a vida para "restaurar" a honra familiar. O seu cunhado executa o castigo, atirando-lhe gasolina e incendiando-a. Contra todas as probabilidades, Souad sobrevive ao ataque, ficando gravemente ferida.

Posteriormente, é resgatada por uma organização humanitária e levada para a Europa, onde recebe tratamento médico e tem a oportunidade de recomeçar a sua vida. No seu testemunho, a autora descreve a infância marcada pela violência e pela submissão, denunciando a crueldade de certas tradições que continuam a oprimir as mulheres em algumas sociedades.

“Queimada Viva” é, assim, um relato comovente e inspirador, que revela a força e a coragem de uma mulher que sobreviveu para dar voz às vítimas do silêncio e da injustiça.

Espreita o nosso vídeo:


A turma 12RB:

Ana Oliveira; Carolina Ribeiro; Carolina Andrade; Gabriela Neves; Gonçalo Sousa; Gonçalo Dias; João Silva; Lara Sousa; Laura Campos; Leonardo Rodrigues; Leonor Maia; Leonor Dias; Luana Silva; Mafalda Barbosa; Margarida Silva; Maria Inês Costa; Sofia Silva; Tiago Alves e Vitória Campos

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Nexus História Breve das Redes de Informação da Idade da Pedra à Inteligência Artificial

 

Nexus História Breve das Redes de Informação da Idade da Pedra à Inteligência Artificial é uma obra de um dos maiores pensadores da atualidade, Yuval Noah Harari.

Presentemente vivemos num mundo dominado pela tecnologia digital, em que as fake news e a desinformação proliferam nas redes sociais, qual é o papel da Inteligência Artificial no meio disto tudo?!

O livro Nexus História Breve das Redes de Informação da Idade da Pedra à Inteligência Artificial de Yuval Noah Harari, aborda a evolução dos meios de comunicação ao longo dos tempos até à invenção da IA, e traça um paralelo entre a evolução dos sistemas de informação e o seu impacto na formação das sociedades.

A obra de Yuval Noah Harari reflete como as revoluções tecnológicas ao longo dos tempos sempre trouxeram progresso, mas inevitavelmente também geraram desinformação e fantasias perigosas.

O autor alerta para o uso da IA, que sem a supervisão humana, pode moldar a informação e influenciar a nossa sociedade.

«Uma obra de suma importância que surge num momento crítico em que todos nós refletimos sobre as implicações da inteligência artificial.» Mustafa Suleyman

«Um livro tremendo, extremamente bem fundamentado e que dá que pensar. Todos deveriam ler Nexus.» Stephen Fry

 

Ricardo Silva
Presidente da Associação de Pais da EBSRebordosa

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Cristiane F.

 


Apesar de já ter lido muitos outros, tenho que partilhar todos os sentimentos despoletados por esta leitura, um dos livros que mais me emocionou.
"O livro “Cristiane F.” emocionou-me muito porque, enquanto lia, senti que estava a acompanhar uma adolescente real, que enfrentava problemas demasiado pesados para alguém da sua idade. Cada capítulo fez-me sentir revolta e tristeza, porque era impossível não imaginar como seria estar no lugar dela ou pensar nas muitas crianças que passam por situações parecidas sem receberem ajuda. A forma direta e verdadeira como a história é contada fez-me sentir que não estava apenas a ler, mas a assistir ao sofrimento de uma pessoa que podia ser qualquer jovem.
O que mais me marcou foi perceber que, mesmo em meio de tanta dor, Christiane ainda procurava coisas simples como carinho, atenção e alguém que a entendesse. Sempre que ela tentava libertar-se das drogas e falhava, sentia a sua frustração e o seu desespero. A frieza do ambiente à sua volta, a falta de apoio dos adultos e o caminho fácil para o vício fizeram-me pensar em como a sociedade falha com quem mais precisa.
A escrita clara e quase documental tornou tudo ainda mais forte, porque nada parecia exagerado ou inventado. Era tudo real e humano. Isso fez-me refletir sobre a fragilidade das pessoas e sobre como é difícil julgar alguém sem conhecer a sua história.
No fim, emocionei-me porque percebi que, por trás de cada dependente, existe uma pessoa que só queria ser ajudada. A história de Christiane fez-me lembrar que ninguém escolhe sofrer sozinho...e isso tocou-me profundamente"


Zélia Sousa
Chefe dos Serviços Administrativos e Escolares

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Uma catastrófica visita ao zoo

 

Uma Catastrófica Visita ao Zoo, de Joël Dicker, é um dos livros mais surpreendentes do autor: breve e descontraído na forma, mas profundo nas questões que levanta. A história nasce de um episódio simples, uma visita escolar ao jardim zoológico poucos dias antes do Natal, que rapidamente se transforma numa verdadeira catástrofe. Durante anos, o que realmente aconteceu naquele dia permanece envolto em mistério na pequena comunidade dos protagonistas. A narrativa é conduzida por Joséphine, uma ex-aluna de uma escola especial (“Chamamos escola especial a uma escola onde são colocadas as crianças que não vão para as outras escolas.”) que já adulta decide revelar tudo o que se passou e de que modo esse acontecimento marcou alunos, professores, pais e toda a cidade.

Os meus pais queriam explicações, mas, para lhes explicar tudo, seria necessário explicar que a catastrófica visita ao jardim zoológico se devera ao catastrófico espetáculo da escola, que acontecera por causa da catastrófica peça de teatro, que fora encenada por causa da catastrófica visita ao Pai Natal, que acontecera por causa da catastrófica Santa Bofetada, que acontecera por causa do catastrófico curso de prevenção rodoviária, que acontecera por causa da catastrófica aula de ginástica, que acontecera por causa da catastrófica reunião no anfiteatro, que, por sua vez, acontecera por causa de uma catástrofe inicial.”

No centro desta tempestade narrativa estão, além da narradora, várias personagens peculiares, destacando-se Mademoiselle Jennings, professora dessa turma especial e responsável por um pequeno grupo que inclui Artie, o hipocondríaco; Thomas, apaixonado por karaté; Otto, filho de pais divorciados; Giovanni, invariavelmente vestido com a mesma camisa e herdeiro do próspero negócio familiar do papel higiénico; e Yoshi, que não fala e sonha ser escultor. O diretor da escola desempenha também um papel importante, acompanhado de um elenco secundário composto por pais, uma avó especialista em séries policiais, um falso pai natal que é dramaturgo, um polícia que investiga envergando uma bata hospitalar, um bully, um professor de ginástica acidentado e a dona de uma loja de animais descrita como pérfida.

Apesar do tom humorístico e acessível, o livro aborda temas relevantes como a participação democrática, os modos de decisão dentro da escola, a relação entre crianças e adultos e a forma como lidamos com o erro, o conflito e a diferença. É também uma reflexão sobre a memória e sobre as múltiplas versões que cada pessoa guarda dos mesmos factos, mostrando como a verdade é muitas vezes mais complexa do que parece.

Joël Dicker nasceu na Suíça e publicou vários livros que foram sucessos internacionais e que receberam vários prémios de prestígio. O enigma do quarto 622, publicado em Portugal pela Alfaguara, merece também  muito a pena ser lido.

Dicker escreveu esta obra com a intenção de que pudesse ser lida por todas as idades, e isso nota-se na fluidez da escrita, no humor (soltei algumas gargalhadas, confesso!) e na universalidade da narrativa. É uma leitura ideal para escolas, famílias e clubes de leitura, facilmente integrável em disciplinas como Português ou Cidadania, pois abre espaço para discutir inclusão, participação, a relação entre escola e família e os desafios da vida em comunidade. Ao mesmo tempo, o livro mantém o suspense até ao fim e envolve até leitores menos habituados à leitura.

E permanece no ar a interrogação lançada pelo livro: E se as histórias para crianças passassem a ser de leitura obrigatória para os adultos? Seriam eles capazes de aprender aquilo que há tanto tempo tentam ensinar?

Resta mais uma pergunta que o próprio autor coloca: será possível escrever um livro que possa ser lido e partilhado por leitores dos sete aos cento e vinte anos?

Albino Pereira
(Docente de Matemática)
Diretor do AEVilela 

Eu, Malala


Ler Eu Sou Malala é uma experiência que vai além da simples leitura de um livro.

Esta obra conta a história verdadeira de uma jovem que acreditava profundamente no direito à educação, mesmo vivendo num ambiente marcado pelo medo e pela violência.

Não é apenas a história de uma menina corajosa: é um testemunho real que nos ajuda a compreender como, ainda hoje, muitos jovens enfrentam barreiras para poder estudar. Ao conhecer a vida de Malala, percebemos como a falta de liberdade e a desigualdade podem destruir sonhos e limitar o futuro de tantas crianças.

Este livro mostra o valor da educação de uma forma muito clara. Ao acompanhar o percurso de Malala, aprendemos a dar importância à escola, aos professores e ao conhecimento. É também uma forma de refletir sobre os direitos das crianças e sobre a responsabilidade de garantir que todas tenham oportunidade de aprender.

Além disso, o livro ensina sobre coragem e esperança. Mesmo depois de sofrer um ataque por defender aquilo em que acreditava, Malala não desistiu. A sua força inspira qualquer pessoa a lutar pelos seus objetivos e a acreditar que a mudança é possível, mesmo diante das maiores dificuldades.

Por isso, ler Eu Sou Malala é defender a importância da educação para todos. É um livro que emociona, faz pensar e lembra que uma voz, mesmo pequena, pode transformar o mundo.

Carla Alexandra Ribeiro
(Assistente Operacional)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

A Raridade das Coisas Banais

 

O livro A Raridade das Coisas Banais, do autor português Pedro Chagas Freitas, é uma obra capaz de transformar a forma como encaramos a vida quotidiana. Publicado em 2022, este romance revela-se uma meditação sensível sobre a infância, o amor, a nostalgia e a urgência de recuperar aquilo que torna a existência genuína e humana.

Desde a primeira pergunta  “- O que queres ser quando fores grande?  - Pequeno outra vez.”, o livro convida o leitor a regressar ao essencial, ao olhar curioso e descomplicado de uma criança.

A narrativa desperta em nós uma nostalgia doce e uma reflexão profunda sobre o que realmente importa: as coisas simples, os gestos espontâneos, os sonhos guardados, os sentimentos puros.

Para mim, o que mais me emocionou foi a honestidade com que o autor aborda a condição humana, sem artifícios nem pretensões. A sensação de vulnerabilidade diante da vida, misturada com ternura, faz com que certas passagens me tenham marcado de forma profunda e para a vida. Há momentos em que o livro nos obriga a encarar verdades esquecidas: o valor do amor, da empatia, da reconexão com o “eu criança” que todos, de algum modo, deixamos para trás. Devíamos ser crianças todos os dias! Devemos ser crianças TODOS os dias!

Além disso, o romance desperta a consciência de que “coisas banais”, como um gesto, uma memória ou um abraço, podem ser extraordinárias se as virmos com o coração aberto e a eterna inocência de crianças. Pedro Chagas Freitas revela-se mestre em transformar o ordinário em universal, deixando-nos com a certeza de que devemos preservar o brilho da inocência, mesmo na vida adulta.

Em suma, A Raridade das Coisas Banais é uma obra comovente e necessária, um convite à introspeção e ao reencontro com aquilo que somos /fomos, antes das responsabilidades, antes das máscaras, antes do tempo fugaz e efémero das nossas vidas.

Lucília Barros
Encarregada de Educação do aluno Rafael Silva da turma 11.º VA

Marley e Eu

 

"Marley e Eu" foi o último livro que li pela vigésima vez, mas sempre como se fosse a primeira. "Marley e Eu" conta a história real de John Grogan, que adota um cão labrador Retrivier, Marley, para a sua família. O livro descreve as peripécias do casal com o cão, que é incontrolável e destrutivo, mas que também é cheio de amor e lealdade. A história, que é uma mistura humor, tristeza e emoção, explora o profundo vínculo entre a família e o animal ao longo de 13 anos, ensinando lições sobre amor incondicional, família e o que realmente importa na vida. O livro versa o envelhecimento e a morte de Marley, terminando a história de forma emocionante e tocante, com reflexões sobre a vida, o amor e a lealdade de um cão. Assim sendo, quando releio este livro consigo através dele reequilibrar as minhas emoções, cansaço e dores da vida sempre olhando com os olhos marejados para o meu Marley que em 2026 fará os seus 13 anos de vida, ainda que a literatura e a ciência deem uma média de vida ao Golden Retrevier de 10~12 anos.... O meu Marley apesar da idade ainda tem forças para nos acompanhar com alegria, vivacidade e tropelias com a mesma frequência de um cão de 5 anos...

Amamos-te Marley!!!!!!!

Ana Cristina Barata
Encarregada de Educação do aluno Pedro Barata do 11.º VA