O livro A Raridade das Coisas Banais, do autor
português Pedro Chagas Freitas, é uma obra capaz de transformar a forma como
encaramos a vida quotidiana. Publicado em 2022, este romance revela-se uma
meditação sensível sobre a infância, o amor, a nostalgia e a urgência de
recuperar aquilo que torna a existência genuína e humana.
Desde a primeira pergunta
“- O que queres ser quando fores grande?
- Pequeno outra vez.”, o livro convida o leitor a regressar ao
essencial, ao olhar curioso e descomplicado de uma criança.
A narrativa desperta em nós uma nostalgia doce e uma
reflexão profunda sobre o que realmente importa: as coisas simples, os gestos
espontâneos, os sonhos guardados, os sentimentos puros.
Para mim, o que mais me emocionou foi a honestidade com
que o autor aborda a condição humana, sem artifícios nem pretensões. A sensação
de vulnerabilidade diante da vida, misturada com ternura, faz com que certas
passagens me tenham marcado de forma profunda e para a vida. Há momentos em que
o livro nos obriga a encarar verdades esquecidas: o valor do amor, da empatia,
da reconexão com o “eu criança” que todos, de algum modo, deixamos para trás.
Devíamos ser crianças todos os dias! Devemos ser crianças TODOS os dias!
Além disso, o romance desperta a consciência de que
“coisas banais”, como um gesto, uma memória ou um abraço, podem ser
extraordinárias se as virmos com o coração aberto e a eterna inocência de
crianças. Pedro Chagas Freitas revela-se mestre em transformar o ordinário em
universal, deixando-nos com a certeza de que devemos preservar o brilho da
inocência, mesmo na vida adulta.
Em suma, A Raridade das Coisas Banais é uma obra comovente e necessária, um convite à introspeção e ao reencontro com aquilo que somos /fomos, antes das responsabilidades, antes das máscaras, antes do tempo fugaz e efémero das nossas vidas.
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