quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

A Raridade das Coisas Banais

 

O livro A Raridade das Coisas Banais, do autor português Pedro Chagas Freitas, é uma obra capaz de transformar a forma como encaramos a vida quotidiana. Publicado em 2022, este romance revela-se uma meditação sensível sobre a infância, o amor, a nostalgia e a urgência de recuperar aquilo que torna a existência genuína e humana.

Desde a primeira pergunta  “- O que queres ser quando fores grande?  - Pequeno outra vez.”, o livro convida o leitor a regressar ao essencial, ao olhar curioso e descomplicado de uma criança.

A narrativa desperta em nós uma nostalgia doce e uma reflexão profunda sobre o que realmente importa: as coisas simples, os gestos espontâneos, os sonhos guardados, os sentimentos puros.

Para mim, o que mais me emocionou foi a honestidade com que o autor aborda a condição humana, sem artifícios nem pretensões. A sensação de vulnerabilidade diante da vida, misturada com ternura, faz com que certas passagens me tenham marcado de forma profunda e para a vida. Há momentos em que o livro nos obriga a encarar verdades esquecidas: o valor do amor, da empatia, da reconexão com o “eu criança” que todos, de algum modo, deixamos para trás. Devíamos ser crianças todos os dias! Devemos ser crianças TODOS os dias!

Além disso, o romance desperta a consciência de que “coisas banais”, como um gesto, uma memória ou um abraço, podem ser extraordinárias se as virmos com o coração aberto e a eterna inocência de crianças. Pedro Chagas Freitas revela-se mestre em transformar o ordinário em universal, deixando-nos com a certeza de que devemos preservar o brilho da inocência, mesmo na vida adulta.

Em suma, A Raridade das Coisas Banais é uma obra comovente e necessária, um convite à introspeção e ao reencontro com aquilo que somos /fomos, antes das responsabilidades, antes das máscaras, antes do tempo fugaz e efémero das nossas vidas.

Lucília Barros
Encarregada de Educação do aluno Rafael Silva da turma 11.º VA

Sem comentários:

Enviar um comentário