sábado, 12 de abril de 2025

To kill a Mockingbird

"To Kill a Mockingbird", de Harper Lee, publicado em 1960 e continua a atravessar gerações com o mesmo impacto e relevância. É uma daquelas histórias que resistem ao tempo, não só pela qualidade literária, mas também pela forma como trata temas tão humanos e universais. Através de uma escrita delicada e firme, Harper Lee transporta-nos para a cidade de Maycomb, no Alabama, vista pelos olhos curiosos de Scout Finch, uma menina que cresce no sul dos Estados Unidos durante a Grande Depressão. O romance acompanha a vida de Scout, do seu irmão Jem e do pai, Atticus Finch, um advogado honesto e corajoso que decide defender um homem negro injustamente acusado de violar uma mulher branca. A partir daí, as crianças começam a perceber a dureza dos preconceitos que rodeiam a sua comunidade e vão aprendendo, a custo, valiosas lições sobre justiça, empatia e coragem.

Harper Lee consegue abordar temas como o racismo e a injustiça social sem perder a ternura e o humor. A sua escrita faz-nos refletir sobre o que é certo, mesmo quando o mundo cegamente insiste no erro. Atticus Finch, com a sua postura íntegra e serena, acaba por se tornar um símbolo literário de justiça e integridade.

Muito mais do que apenas um romance, To Kill a Mockingbird é um verdadeiro convite à reflexão. É um livro para quem acredita que a literatura tem o poder de provocar mudanças, de abrir mentes e corações.

Harper’s Magazine: ”A novel of great sweetness, humor, compassion, and of mystery carefully sustained”

The New Yorker: “Skilled, unpretentious and totally ingenious…tough, melodramatic, acute, funny”

Anabela Nogueira
Docente de Inglês
(Coordenadora dos Diretores de Turma do Ensino Secundário)
(Coordenadora do Clube Europeu)

segunda-feira, 7 de abril de 2025

O comboio das crianças

 

O Comboio das Crianças, de Viola Ardone, é um livro comovente que nos leva até à Itália do pós-guerra, onde muitas crianças pobres do sul foram enviadas para o norte do país, na esperança de uma vida melhor. É o caso de Amerigo, um menino de sete anos que parte num comboio sem saber bem para onde vai, nem porquê.
A história é contada pelos olhos do próprio Amerigo, o que torna a leitura ainda mais tocante. A sua voz infantil, por vezes ingénua, outras vezes desconcertantemente lúcida, acompanha-nos ao longo de uma viagem que é física, mas também profundamente interior. A sua forma de ver o mundo, cheia de perguntas, confusão e pequenos gestos de ternura, faz-nos pensar no que é crescer longe de casa e no que significa, afinal, ter uma família.
Ao longo do livro, vamos percebendo que esta viagem muda o Amerigo para sempre e, de certa forma, também nos muda a nós, leitores. É uma história sobre separações, afetos e memórias. Mas também sobre a capacidade que as crianças têm de se adaptarem, de sobreviverem e de continuarem a sonhar, mesmo nas situações mais difíceis.
Recomendo este livro a quem gosta de histórias humanas, sensíveis e cheias de significado. É uma leitura simples, mas profunda.

Francisca Pereira
Terapeuta Ocupacional
Serviços Técnicos Especializados

domingo, 6 de abril de 2025

A borboleta azul

 






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Trabalho realizado pela turma 1CA:

Adélia Duarte, Ana Moreira, David Ribeiro, David Martins, Diego Neto, Duarte Costa, Duarte Leite, Elisa Ferreira, Gabriel Teixeira, Helena Rocha, Henrique Barros, Kelly Barbosa, Margarida Almeida, Maria Catarina Silva, Maria Elena Moreira, Mateus Teixeira, Matilde Campos, Sofia Ribeiro, Tomás Teixeira e Leonor Ribeiro

História de um caracol que descobriu a importância da lentidão


A obra História do Caracol que Aprendeu a Importância da Lentidão, de Luís Sepúlveda, apresenta-nos como personagem principal um caracol curioso, que vivia angustiado por querer saber o motivo da sua lentidão e a razão pela qual não tinha nome.

Corajosamente, decidiu partir numa aventura, deixando a sua vida para trás em busca de respostas.

Pelo caminho, conheceu uma tartaruga chamada Memória, que nos remete para a importância de sabermos sempre regressar a casa. Conheceu também uma coruja, que representa a sabedoria e que lhe dá uma grande lição, incentivando-o a encontrar as respostas que procura na sua própria vida.

Assim, o caracol descobriu que apenas os humanos atribuem nomes às coisas e aos seres vivos. No entanto, a tartaruga batizou-o de Rebelde, devido à sua coragem e ousadia.

Durante este percurso, descobriu que os humanos iam destruir o seu país e tentou salvá-los. Partilhou a sua preocupação, mas apenas os mais novos acreditaram nele e o seguiram. Os mais velhos, apesar de inicialmente o acompanharem, começaram a sentir-se inseguros e, devido ao cansaço, decidiram voltar para trás.

Os que prosseguiram chegaram ao seu destino: encontraram um novo habitat num tronco oco de uma árvore, que reunia as condições necessárias para viverem.

No final, esta obra ensina-nos várias lições importantes: nunca devemos desistir dos nossos sonhos, mesmo perante críticas; devemos esclarecer sempre as nossas dúvidas; tudo tem o seu tempo e é essencial sabermos esperar; a pressa é inimiga da perfeição; devemos ter esperança e paciência para concretizar os nossos sonhos; quando definimos os nossos objetivos, devemos avançar sem olhar para trás; nem sempre nos darão as respostas que queremos, cabe-nos a nós procurá-las; nem toda a gente estará do nosso lado; e, por fim, que devagar se vai ao longe.


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Trabalho realizado pela turma 7RD:

Andrea Espinoza, Bianca Barbosa, Carolina Campos, Daniel Ferreira, Domingos Moreira, Fabiana Coelho, Gonçalo Neto, João Nunes, Lavynia Pereira, Leonor Ferreira, Leonor Azevedo, Luana Neto, Maria Marujo, Mariana Lopes, Martim Seabra, Martim Gonçalves, Matilde Lopes, Matilde Leal, Pedro Barbosa, Rafael Barbosa, Ricardo Fernandes e Rodrigo Silva

O Rapaz do pijama às riscas


Se estás à procura de um livro emocionante e que te deixe a pensar, então «O rapaz de Pijama às Riscas», é o livro certo para ti! Prepara-te para um final inesquecível e surpreendente. 

Escrito por John Boyne, conta a história de Bruno, um menino de oito anos, que vive numa casa confortável em Berlim. No entanto, a sua vida iria mudar completamente quando a família muda de casa.  Imagina viver numa casa isolada, longe de tudo, sem perceberes o porquê. Foi exatamente isso que aconteceu com o Bruno, uma vez que o pai foi promovido a comandante de um campo de concentração.

Quem é o Bruno? É um menino curioso que decide explorar os arredores da sua nova casa. Nessa exploração, descobre uma cerca que o separa de um campo de concentração onde todos vestiam “pijamas às riscas”. É exatamente aí que conhece Shmuel, um menino judeu. Apesar da barreira que os separa, nasce uma amizade improvável, partilhando pensamentos, brinquedos e sonhos. Uma amizade que supera preconceitos e barreiras, a bondade de Bruno contrasta com os horrores que o rodeiam. 

Através dos olhos de uma criança, este livro é especial e um alerta poderoso. Num contexto histórico difícil, estamos perante uma perspetiva pura e inocente e que contrasta com a brutalidade da guerra. Sentir e refletir são as palavras-chave. Descobre e atreve-te a conhecer o lado puro de uma amizade num dos cenários mais sombrios da História. 


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Trabalho realizado pelo 7VA:

Afonso Barroso, Alexandre Alves, Carlos Paula, Carolina Sousa, Cristiano Bessa, Daniel Cardoso, Diogo Silva, Duarte Dias, Eva Shmarko, Gonçalo Ribeiro, Guilherme Mendonça, Lara Barbosa, Luciana Carvalho, Mariana Ferreira, Martim Nunes, Nádia Moreira, Nicole Brito, Rafael Almeida, Rafael Brito, Rosana Teixeira, Tiago Carvalho e Stefany Freitas


Verity


Colleen Hoover, escritora norte-americana, formou-se em Psicologia na Universidade do Texas. Antes de se dedicar à escrita, trabalhou como assistente social, experiência que inspirou algumas das histórias dos seus livros.

Tornar-se escritora nunca esteve nos seus planos até à publicação do seu primeiro romance, que rapidamente conquistou um grande número de leitores. Com o sucesso crescente das suas obras, os seus livros passaram a figurar frequentemente na lista de bestsellers do The New York Times.

Nos seus romances, a autora aborda temas como trauma emocional, abuso, perda e reconciliação, combinando elementos de romance, drama psicológico e mistério.

Verity transporta-nos para a vida de Lowen Ashleigh, uma escritora que recebe uma proposta inesperada: dar continuidade à saga de livros de Verity Crawford, uma famosa autora que se encontra em coma após um acidente.

A atravessar dificuldades financeiras, Lowen aceita o desafio, mas teme não conseguir alcançar o mesmo nível de sucesso da sua antecessora. Para se familiarizar com a obra de Verity, muda-se temporariamente para sua casa, onde terá acesso aos manuscritos e notas da escritora.

No entanto, à medida que mergulha nos textos de Verity, Lowen descobre um lado sombrio da autora, levando-a a questionar o verdadeiro estado em que esta se encontra e as suas intenções. Paralelamente, envolve-se romanticamente com Jeremy, o marido de Verity, o que torna a situação ainda mais tensa.

Este thriller psicológico está repleto de reviravoltas, suspense e romance, mantendo o leitor preso do início ao fim. O desfecho é inesperado e provoca reflexão, deixando-nos a questionar o que realmente acreditamos sobre a história.

Na nossa opinião, a capa do livro reflete perfeitamente a essência da narrativa. A imagem de uma máquina de escrever remete para o instrumento usado por Verity para registar os seus pensamentos e segredos mais obscuros.

Na capa, o livro promete ser perturbador, arrepiante, inesperado e inesquecível—e podemos garantir que cumpre exatamente essas promessas.

É uma leitura viciante, surpreendente a cada página. Algumas passagens são arrepiantes, mas isso apenas intensifica a força da história criada por Colleen Hoover.

Recomendamos vivamente a leitura deste livro!


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Trabalho realizado pela turma 9RC:

Bruna Cunha, Dinis Moreira, Francisca Brandão, Francisco Torres, Gabriel Seabra, Joana Ferreira, Lara Campos, Lara Teixeira, Leandro Bessa, Leonor Fonseca, Luana Barbosa, Maria Santos, Mariana Silva, Matilde Silva, Nádia Dias, Sara Mota, Tiago Costa, Tomás Costa e Vasco Pinto

terça-feira, 1 de abril de 2025

As Malditas

"As Malditas é uma obra visceral e poética, que se destaca pela escrita de Camila Sosa Villada. Conhecida pela sua literatura marcada por uma sensibilidade única, a autora argentina constrói uma narrativa intensa, repleta de simbolismo e emoção, explorando temas como identidade, marginalização e a experiência trans.

O livro mistura elementos do realismo mágico com um tom profundamente autobiográfico, criando um universo onde a fantasia e a dureza da realidade se enlaçam. A escrita de Sosa Villada é arrebatadora, marcada por metáforas poderosas e imagens poéticas que conferem um tom quase onírico à narrativa. Ao mesmo tempo, há uma crueza e uma dor latente que tornam a leitura impactante e, por vezes, desconcertante.

Um dos pontos mais marcantes da obra é a forma como a autora dá voz a personagens que vivem à margem da sociedade, mostrando as suas dores, mas também a sua resiliência e capacidade de criar laços afetivos. O livro não se prende a estereótipos ou simplificações; ao contrário, ele mergulha na complexidade das suas protagonistas, tornando-as inesquecíveis.

Conquanto a escrita densa e o carácter fragmentado da narrativa possam ser desafiadores para alguns leitores, As Malditas é uma leitura poderosa e necessária. É um livro que provoca, emociona e deixa uma marca profunda, firmando Camila Sosa Villada como uma das vozes mais singulares da literatura contemporânea."

Beatriz Camões
Docente de História