quinta-feira, 27 de março de 2025

A Batata no sofá



Era uma vez uma batata que passava o tempo todo sentada no sofá fofo e confortável, porque tinha tudo o que precisava. O sofá era o seu sítio preferido. 

Era impressionante! Bastava clicar num botão para ter tudo o que queria, até mesmo bons petiscos. 

A batata achava que a coisa mais importante da vida era estar confortável, portanto achava que já tinha vencido. Depois mostrou que tinha uma parede completa de ecrãs para jogar, para ver mensagens, para conversar com o seu melhor amigo e ver os seus programas preferidos. Ela acreditava que assim passava tempo de qualidade com os seus amigos.

Um dia, recebeu uma encomenda, uma câmara de vídeo, que bastou num botão clicar foi-lhe logo parar ao sofá. Mas, quando se preparava para ligar a câmara…tudo ficou escuro.

Então, resolveu abrir as cortinas da janela e viu, lá fora, o sol muito luminoso. Assim, decidiu levar o seu cão, o Chip, a passear. Lá fora, tudo era real e cheirava a fresco. A batata encontrou uma árvore no topo de uma colina e resolveu sentar-se junto dela. Afinal, não estava assim tão mal. Ali, já não se importava com o que se estava a passar nos ecrãs. Agora, gostava de apreciar a beleza da natureza.

Quando chegou a casa, já tudo funcionava. De repente, viu o seu reflexo num ecrã e perguntou a si próprio, “Quanto tempo da sua vida passara naquele exato local?”

Então, resolveu começar a sair e brincar com os seus amigos. A batata pensou em arranjar um equilíbrio entre os ecrãs e andar ao ar livre a divertir-se…


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Trabalho realizado pela turma 2SA:

Ana Magalhães, Benedita Cruz, Benedita Campos, Carolina Santos, Carolina Oliveira, Daniel Ferreira, Francisca Machado, Francisco Barbosa, Isabel Costa, Joana Queirós, João Guedes, João Costa, Lourenço Sousa, Luna Martins, Margarida Santos, Maria Seabra, Maria Coelho, Maria Leonor Nunes, Maria Santos, Miguel Moreira, Rosa Ferreira, Sofia Campos, Tomás Santos e vasco Pacheco

O Nabo gigante

 


Era uma vez um velhinho e uma velhinha que viviam numa casa velha e torta. Eles tinham seis canários amarelos, cinco gansos brancos, quatro galinhas sarapintadas, dois porcos barrigudos, três gatos pretos e uma grande vaca castanha.

Numa bela manhã, a velhinha decidiu que estava na altura de semear legumes. Então o velhinho e a velhinha foram para o jardim e semearam ervilhas, cenouras, batatas, feijões e nabos.

Nessa noite choveu muito e o velhinho e a velhinha, ficaram muito contentes, porque a chuva ia ajudar a produzir vegetais suculentos.

A primavera passou e o sol fez com que os legumes ficassem maduros. Eles colheram tudo. No fim da leira, só sobrava um nabo que era muito, muito grande. Numa manhã de setembro, o velhinho decidiu que estava na altura de colher aquele nabo. O velhinho puxou, mas o nabo não se mexia. Então foi chamar a velhinha, mas o nabo continuava sem se mexer.

O velhinho, a velhinha e a grande vaca castanha puxaram, mas o nabo continuava sem se mexer.

O velhinho, a velhinha, a grande vaca castanha e os dois porcos barrigudos puxaram, mas o nabo continuava a não se mexer.

O velhinho, a velhinha, a grande vaca castanha, os dois porcos barrigudos e os três gatos pretos puxaram, mas o nabo não se mexia.

O velhinho, a velhinha, a grande vaca castanha, os dois porcos barrigudos, os três gatos pretos e as quatro galinhas sarapintadas puxaram com mais força, mas o nabo não se mexeu.

 O velhinho, a velhinha, a grande vaca castanha, os dois porcos barrigudos, os três gatos pretos, as quatro galinhas sarapintadas e os cinco gansos brancos puxaram, mas o nabo continuava a não se mexer.

 O velhinho, a velhinha, a grande vaca castanha, os dois porcos barrigudos, os três gatos pretos, as quatro galinhas sarapintadas, os cinco gansos brancos e os seis canários amarelos puxaram, mas o nabo continuava sem se mexer.

 Até que a velhinha teve uma ideia e foi pôr queijo na ratoeira. Não tardou, que o ratinho esfomeado deitasse a cabeça de fora do seu buraco e também foi ajudar a puxar.

Então, o velhinho, a velhinha, a grande vaca castanha, os dois porcos barrigudos, três gatos pretos, as quatro galinhas sarapintadas, os cinco gansos brancos, os seis canários amarelos e o ratinho esfomeado puxaram com mais força e o nabo gigante saiu e, nesse instante, os animais caíram todos uns por cima dos outros, o velhinho e a velhinha caíram no chão, e todos riram.

Naquela noite o velhinho e a velhinha fizeram uma enorme panela de sopa de nabo. Todos comeram a sopa e o rato esfomeado comeu até se fartar! 


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Trabalho realizado pela turma 1SA:

Afonso Silva, Carminho Ferreira, Diego Silva, Duarte Morais, Fernando Silva, Gonçalo Ferreira, José Santos, Lara Bessa, Leonor Ferraz, Luís Barbosa, Mara Moreira, Maria João Bento, Maria Leonor Santos, Maria Bessa, Marina Rocha, Rodrigo Moreira, Salvador Teixeira, Tiago Farias, Tomás Rocha, Vasco Leite, Victória Azevedo, Vitória Seabra, Adryan Cunha e Alexandre Martins

quarta-feira, 26 de março de 2025

Malvico Sarapico


Era uma vez... espera, ou seriam duas? Ou três? Eu sei lá, as traquinices são tantas que não sei por onde começar. 

Esta é a história do Malvico Sarapico, um duende muito especial que vivia num reino mágico e colorido. Mas, ao contrário de todos os outros habitantes do reino das Gotas de Sol, Malvico não tinha cor e via tudo a preto e branco. O seu amigo e cúmplice de mafarriquices era o Zaroleão, um camaleão zarolho e desengonçado, que não conseguia mudar de cor e camuflar-se.

Um certo dia, Malvico estava aborrecido, sentia que fazer pequenas maldades já não tinha piada, além disso, ele queria ser admirado e temido por algo maior, mais atrevido, mas o quê? As aventuras e desventuras destes dois amigos improváveis começam aqui, com muita cor, diversão e amizade à mistura.

Qual a razão da escolha deste livro?

 


A turma 4CA assistiu a uma apresentação da autora  Dina Sachse, na Escola Básica nº1 de Rebordosa, no dia 4 de dezembro de 2024.

Adorámos a exploração da história, o Malvico é muito divertido.... e aprendeu uma grande lição.

 


E apresentámos à escritora Dina Sachse uma pesquisa da sua biografia. 

Biografia de Dina Sachse

“Dina Sachse, nasceu em Vila Nova de Gaia, em 1979. Licenciada em Design de Comunicação, é na ilustração que vive o imaginário duma forma inventiva e conceptual, com um estilo muito particular e uma personalidade estética distinta. Destacou-se como Vencedora do Prémio Melhor Ilustração Original, do Concurso Lusófono da Trofa – Prémio Matilde Rosa Araújo 2017 e do Concurso Ilustra_Futuro, ETIC 2010. Foi também finalista no "Encontro Internacional de Ilustração de S. João da Madeira" 2016, selecionada para o 14.º PortoCartoon World Festival, nomeada no Vera World Fine Art Festival, realizado em Lisboa e convidada a expôr no Salon Art Shopping, Carroussel du Louvre, realizado em Paris.

Foi convidada a fazer parte do elenco de artistas a integrar a 11.ª edição do livro "Internacional Contemporary Masters” publicado em Dezembro de 2016 pela World Wide Art Books, Santa Barbara, USA.

Participa regularmente em exposições coletivas e individuais de ilustração, pintura e escultura.”

A escritora e a ilustradora acabou a apresentação das suas últimas obras com a elaboração de um desenho autografado para a nossa escola.

 


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Trabalho realizado pela turma 4CA:

Afonso Gomes,  Ana Rita Sousa, Bianca  Moreira, Diego Noah Ferreira, Francisco Luís Pinto, Gabriel Seabra Costa, Gonçalo Ismael Ferreira, Gustavo  Muniz, Hugo Dinis Ferreira, Inês Barbosa, Joana Filipa  Silva, Letícia  Dias, Luana Barbosa, Mafalda Moreira, Maria Oliveira, Rodrigo Faustino, Safira Rocha, Salvador Barbosa, Santiago Moreira e Sara Pinto.

O Senhor do seu nariz e outras histórias


Esta obra, foi escrita pelo Álvaro de Magalhães, nasceu no Porto, em 1951.

A sua obra é direcionada para crianças e jovens integra poesia, conto, ficção e textos dramáticos, repartindo-se por mais de 100 títulos, que já cativaram mais de dois milhões de leitores. Carateriza-se sobretudo pela originalidade e invenção, e pela força do imaginário e da palavra.

Álvaro de Magalhães, foi várias vezes premiado pela Associação Portuguesa de Escritores e pelo Ministério da Cultura. Em 2002, o seu livro O Limpa-Palavras e entre outros, poemas foi integrado na “Honour List” do Prémio Hans Christian Andersen.

Várias das publicações integram as listas do Plano Nacional de Leitura, assim também, constam do corpus das Metas Curriculares. Também foi objeto de adaptação para a televisão.

Álvaro de Magalhães é consensualmente apontado pela crítica como “uma das vozes mais interessantes da atual literatura portuguesa para as crianças.”

Breve resumo

A história começa por se destacar-se um rapaz condenado a carregar desde a nascença um nariz do tamanho de um chouriço e que, aos poucos, transforma a sua desgraça em graça. Um livro que nos ensina a transformar os nossos defeitos em virtudes, numa abordagem divertida e imaginativa, com coloridos desenhos de João Fazenda. O menino cresceu e tornou-se um homem e aquele nariz tornou-se um incómodo, de tal maneira que o obrigou a sair da aldeia e isolar-se numa casa na montanha. Mas, mesmo aqui, o nariz o incomodava por não caber dentro de casa. Um dia, o homem recebe a visita do carteiro, ao qual, por causa do seu longo nariz, diz que há um bolo na aldeia a queimar-se, uma fogueira mal apagada que pode tornar-se um incêndio e uma tempestade que se aproxima e que poderia provocar grandes estragos. O carteiro encarrega-se, então de avisar os aldeãos. "Com o seu grande nariz e o seu olfato apurado, o Senhor do Seu Nariz salvou a aldeia de uma tempestade violenta e de um terrível incêndio, “mas não evitou o bolo queimado. “O carteiro espalhou a notícia por todo o lado, mesmo nas aldeias vizinhas, de onde veio gente para agradecer e pedir desculpas ao Senhor do seu Nariz. Juntaram-se no centro da aldeia para organizar uma festa. O carteiro encarregou-se de levar o convite à montanha e trazer o homenageado. Ele aceitou e houve uma grande festa, onde até esteve o presidente da câmara. Este, condecorou o Senhor do Seu Nariz e ofereceu-lhe um emprego de meteorologista.

A partir daí, o Senhor tornou-se ainda mais famoso por não precisar de satélites para o seu trabalho. E nunca errou uma previsão!!!"

 

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Trabalho realizado pela turma 3CC:

Afonso Barbosa, Beatriz Magalhães, César Oliveira, Daniel Faustino, David Rocha, Francisco Marujo, Jéssica Ferreira, Joana Nunes, Kyara Barbosa, Luana Moreira, Luana Sousa, Lucas Ribeiro, Lucas Barros, Marco Oliveira, Martim Leão, Miguel Pereira, Nicolas Pinto, Rodrigo Rocha, Rodrigo Ferreira, Ronney Locaio, Tomás Nunes 

terça-feira, 25 de março de 2025

Crónica do Pássaro de Corda

 

Gostei de ler o livro Crónica do Pássaro de Corda, de Haruki Murakami. Na verdade, foi como se acompanhasse Toru Okada, e eu própria, na sua jornada. Toru desce ao fundo de um poço seco, numa tentativa de encontrar respostas para os mistérios que o cercam. No silêncio absoluto da escuridão ele enfrenta a própria solidão e os seus medos mais profundos. O poço é uma espécie de símbolo de isolamento, mas também de autoconhecimento. Murakami utiliza o poço como metáfora para a busca interior e a transformação pessoal. Se gostas de temas como solidão, identidade e destino, este livro é para ti.


Leonor Marques
Docente de Inglês
(Representante da Área Disciplinar de Línguas Germânicas)

Onde está a felicidade?


Numa altura em que se comemora o bicentenário de Camilo Castelo Branco (nasceu a 16 de março de 1825), é de todo pertinente salientar a sua obra em geral e em particular o título Onde está a Felicidade? 

Considerado o seu primeiro grande romance, foi publicado em 1856, mas é uma obra plena de eternidade e intemporalidade. Aqui, Camilo conta a história da busca da felicidade por parte de dois amantes: Guilherme do Amaral, um jovem fidalgo, e Augusta, uma costureirinha da cidade do Porto.

No entanto, o verdadeiro tema de Onde Está a Felicidade? é outro, é o da insatisfação existencial, temática importantíssima nos dias de hoje.

Li este livro pela primeira vez era ainda uma menina, quando o encontrei numa prateleira da estante do meu avô, no meio da coleção completa deste autor. Um dos maiores da nossa literatura, o primeiro a viver à custa das obras que escreveu.

Leiam e encantem-se, tal como aconteceu a mim!


Adelaide Silva 
Educadora de Infância
(Coordenadora do Departamento da Educação Pré-Escolar e Coordenadora de Estabelecimento da Escola Básica da Serrinha)

O elefante Cor-de-Rosa

O livro conta-nos a história de um elefante cor-de-rosa que vivia num outro planeta, fora da nossa galáxia, num mundo pequenino aquecido por outro sol. Nesse planeta, as florestas eram muito verdes, os pássaros eram azuis e os elefantes moviam-se como balões soprados, pois a gravidade não os prendia ao solo. Era um planeta onde não existia sofrimento, mas sim muita brincadeira, muitos risos e muita alegria.


De repente, o elefantezinho viu-se confrontado com uma súbita alteração, que modificou esse seu mundo, tornando-o num mundo sem alegria e o elefantezinho cor-de-rosa percebeu que estava sozinho, já não tinha companheiros no planeta, por isso, viu-se obrigado a partir!

A história é repleta de fantasia, o que cativa as crianças para a leitura, mas também aborda e promove de forma subtil valores como a amizade, a solidariedade e a entreajuda, cativando o/a leitor/a pelas emoções que desperta. Este conto é da autoria de Luísa Dacosta com ilustrações de Armando Alves.



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Trabalho realizado pela turma 2 CVB:

Clara Barros, Dinis Cerdeiral, Francisco Brito, Gabriela Costa, Gustavo Silva, Iara Lopes, Inês Moreira, Íris Pacheco, Leonor Leite, Lourenço Machado, Lucas Santos, Mafalda Ribeiro, Mara Nunes, Maria Silva, Maria Gonçalves, Matilde Neto, Micaela Ribeiro, Pedro Pereira, Ricardo Silva, Salvador Azevedo, Santiago Coelho, Sofia Matos, Vasco Lopes, Naiara Santos e Maria Rodrigues