terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Contra a Interpretação

 


Publicado em 1966, Contra a Interpretação é uma coletânea de ensaios da escritora e crítica cultural Susan Sontag. A obra discute a maneira como a arte é analisada e interpretada, especialmente na literatura, no cinema, na pintura e na filosofia.

A ideia central do livro é a crítica ao excesso de interpretação intelectual da arte. Para Sontag, muitas análises tentam “explicar” as obras buscando significados escondidos, símbolos ou mensagens morais, o que acaba diminuindo a experiência estética. Em vez de sentir a arte, o público passa a decifrá-la como se fosse um problema a ser resolvido.

No ensaio que dá nome ao livro, Sontag defende que a arte deve ser vivida de forma mais sensível e direta, valorizando a forma, o estilo, o impacto visual e emocional. Ela propõe uma mudança de atitude: em vez de perguntar “o que isso significa?”, deveríamos perguntar “como isso é?” ou “o que isso nos faz sentir?”.

Contra a Interpretação é uma obra importante porque questiona hábitos comuns de leitura e análise, incentivando uma relação mais aberta, sensorial e criativa com a arte. O livro continua atual, especialmente em um mundo onde tudo é constantemente explicado, rotulado e interpretado.

 

Valeria Wiendl
(Docente de EV e ET)

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