O Estranho Caso do Dr. Jekyll e Mr. Hyde, de Robert Louis Stevenson, é uma narrativa que aborda a complexidade da ciência e a duplicidade da natureza humana, refletindo as inquietações de uma sociedade do século XIX, dividida entre o avanço científico e os rígidos valores morais. Stevenson utilizou essa tensão para criar uma história que questiona os limites da razão e da moralidade.
Nesta obra é-nos apresentado o Dr. Jekyll, um cientista gentil, respeitado e inteligente, que tem como objetivo separar o bem do mal. Para tal, envolve-se com o lado mais sombrio da ciência, pois deseja revelar a sua “segunda” natureza e, dessa forma, controlar a parte sombria do ser humano. Assim, cria uma poção que o transforma em Mr. Hyde, o seu alter-ego maligno, desprovido de arrependimento e incapaz de aceitar a responsabilidade pelos seus crimes e atos cruéis. Jekyll tenta dominar o seu alter-ego, Hyde, e durante algum tempo acredita ser capaz de manter o controlo. Assim, a dualidade entre Jekyll e Hyde simboliza o conflito entre a aparência respeitável e os desejos reprimidos que cada pessoa carrega dentro de si. Hyde representa o lado instintivo e selvagem que a sociedade obriga a esconder.
A história ilustra a luta entre o bem e o mal presentes nos ser humano, bem como os perigos de ultrapassar os limites da ciência. Ainda hoje, a mensagem de Stevenson mantém-se atual, incitando-nos a pensar sobre a tentativa de eliminar o mal que pode levar à perda da própria humanidade. É também um convite ao leitor para refletir sobre o equilíbrio entre razão, instinto e responsabilidade.
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A turma 12VA
Alexandra Pinto, Eduarda Nunes, Henrique Ferreira, Inês Garcês, Jorge Leal, Leonor Ribeiro, Letícia Ferreira, Maria Guimarães, Mariana Nogueira e Sara Silva
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