quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Nunca Mintas

 

  Os alunos da turma do 11º VA apresentam, como sugestão literária para leitura, o livro:   “Nunca Mintas”. Este é um romance de Freida McFadden, uma escritora Norte Americana, nascida em Nova Iorque, com formação em Medicina e com especialidade na área da Psiquiatria e no estudo das lesões cerebrais. A autora já com várias obras publicadas, ao estilo do mistério e do suspense, convida-nos neste livro, a mergulhar num mistério psicológico que nos prende desde o início até ao fim da leitura. Com um enredo a envolver várias personagens, centra-se em duas principais, a formar um jovem casal recém-casado, à procura de casa. Essa busca leva-os a um cenário de neve que os aproxima de uma antiga mansão, cuja proprietária é uma psiquiatra, desaparecida há três anos. A mesma tinha lançado um livro chamado: “A Anatomia do Medo”, nele apresentando reflexões sobre a forma como o medo controla os nossos comportamentos. 

A personagem principal começa, aos poucos, a sentir que alguém habita a misteriosa mansão isolada e, aparentemente desabitada, mas com indícios de presença humana. Essas suas suspeitas são, no entanto, interpretados como alucinações da personagem. A curiosidade adensa-se, levando-a a descobrir uma divisão onde encontra inúmeras cassetes, com gravações das consultas dos pacientes da psiquiatra desaparecida. Tudo isto conduz à descoberta de um cadáver que despoletará a curiosidade e mudará o rumo de toda a história.

   Se queres ler uma história que te envolva do princípio ao fim, no mistério que são as pessoas com quem lidamos, na imprevisibilidade do seu comportamento, não percas esta oportunidade de explorar os cantos mais recônditos da nossa Mente!  (…)


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A turma 11VA

Afonso Meireles; Denise Gomes; Diana Bessa; Filipa Dias; Francisco Ferreira; Gabriel Moreira; Inês Mendes; Íris Sousa; João Ribeiro; Jorge Leal; Lara Mendes; Lara Machado; Leonor Teixeira; Leonor Gonçalves; Maria Teresa Seabra; Marta Pinheiro; Mateus Bessa; Pedro Sousa; Pedro Barata; Rafael Silva; Samuel Ribeiro; Sarah Castro e Sérgio Pacehco

Tu és mais forte do que pensas!

 

O livro “Tu és mais forte do que pensas!”, de Maria Elena Castilho, apresenta-nos personagens muito cativantes, sobretudo o Jaime, um rapaz de oito anos apaixonado por futebol, a Ema, sua colega atenta e amiga, e o Theo, o rival que vai pôr à prova a coragem do protagonista.

Este livro fala de um menino chamado Jaime, que adorava jogar futebol e era incrivelmente talentoso e humilde. O sonho do Jaime era vencer o torneio da escola e, a meio da competição, chega um novo aluno, o Theo. Na sala de aula, o Jaime tinha a mania de olhar para o campo, apesar de ser muito estudioso. Gostava da Ema e sabia que, sempre que jogava, ela o observava com atenção.

Um dia, o Theo decide agredir a Ema; o Jaime assiste à cena e corre em seu auxílio. A Ema agradece-lhe com um sorriso. A partir daí, o Theo tenta, várias vezes, fazer com que o Jaime desista.

Na final, os “Leões de Prata”, equipa do Jaime, enfrentam o grupo do Theo. Depois de este marcar sozinho, o Jaime reage com confiança, passa a bola aos colegas e acaba por marcar três golos seguidos. No fim, a Ema dá-lhe um beijo na bochecha e o Jaime fica com um enorme sorriso.

Escolhemos este livro porque fala de força interior, amizade e respeito, temas que consideramos importantes no dia-a-dia.

A sinopse prometia uma história simples, mas cheia de significado, e não desiludiu. O resumo mostra-nos que a verdadeira vitória não está apenas no resultado do jogo, mas na capacidade de sermos justos e de defendermos quem precisa.

Recomendamos a leitura porque inspira confiança e ensina que, mesmo quando alguém tenta derrubar-nos, é possível reagir com coragem e bondade. É uma narrativa curta, clara e marcante, ideal para quem gosta de histórias que aquecem o coração.


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A turmas 5VC
Aziz Srarfi; Beatroz Pereira; Clara Toriz; David Barbosa; Ísis Moreira; Israel Santos; João Carvalho; João Silva; Leonardo Ferreira; Leonor Bessa; Letícia Alves; Lourenço Barros; Luísa Lopes; Maria de Fátima Tavares; Maria Rita Carneiro; Mariana Silva; Marim Barros; Rodrigo Barros; Santiago Silva e Yasmine Nikiema

O Meu Pé de Laranja Lima


Zezé, um pequeno menino mas de coração grande, aprendeu cedo que crescer também é aprender a sentir, a lidar com a ausência, com a dor e com a memória, sem perder a capacidade de imaginar e de encontrar beleza nas coisas mesmo nos momentos mais difíceis.

Vive rodeado de pobreza, castigos e silêncios duros, num mundo que raramente lhe oferece colo, carinho e compreensão .

Entre travessuras e sossegos, é no quintal simples da sua casa que nasce o seu maior refúgio: um pequeno pé de laranja-lima. Não apenas uma árvore , mas sim um amigo fiel, mágico, que consola tristezas e transforma a solidão em um aconchego.

Com ele, Zézé conversa, sonha e é lá que se abriga da crueldade do mundo. A fantasia torna-se a sua forma de resistir e de sobreviver quando o destino apresenta-lhe desafios.

Em casa o amor existe , mas chega exausto. Os adultos, aprisionados com as suas próprias dificuldades, não compreendem a delicadeza da criança diante de si. Na rua , na escola, no mundo, Zezé é visto como um traquina, quando na verdade apenas procura atenção , carinho e amor. Cada palavra com malícia, deixa marcas invisíveis , mas profundas.

A amizade com o Portuga surge como um raio de sol para iluminar a vida do menino. Pela primeira vez, Zezé sentiu realmente que era visto e protegido. Mas o laço que abriga também pode desaparecer, e quando o seu amigo se foi, deixou um silêncio pesado e um grande vazio que apenas a memória e o amor no coração podem preencher.

Aquela breve mas forte amizade ensinou- lhe a beleza do amor , da ternura e a força do afeto.

Com uma linguagem simples, “O Meu Pé de Laranja Lima”, José Mauro de Vasconcelos apresenta um retrato sensível da dor e do encanto de crescer. A obra lembra-nos de que, até nos corações mais feridos ainda existe lugar para a ternura, a imaginação e a esperança.

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A Turma 9RC:

Alexandre Teixeira; Doriana Fernandes; Elias Santos; Gonaçlo Barros; Inês Torres; José Ferreira; Lara Alves; Leandro Rocha; Luana Costa; Mariana Oliveira; Mário Barros Pedro Baião; Ricardo Moreira; Rodrigo Costa; Santiago Grandão; Victor Ferreira e Vitória Sousa

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Um frasco misterioso

 

É com muito orgulho e alegria que destaco, neste espaço de divulgação de livros e de leitura, a nossa jovem autora Francisca Santos, aluna da Escola Básica e Secundária de Rebordosa,  autora do livro Um Frasco Misterioso.

A publicação desta obra é um momento muito especial. Ver uma aluna da nossa escola atrever-se a escrever, criar uma história e ter a coragem de a publicar é uma verdadeira inspiração. A Francisca mostra-nos que a idade não é obstáculo quando existe imaginação, paixão pelos livros e vontade de sonhar.

Francisca nasceu em 2012, na cidade de Paredes, e desde cedo revelou um grande interesse pela leitura. Os seus temas preferidos são a fantasia e o mistério. Quando escreveu este livro, frequentava o 4.º ano, demonstrando já uma criatividade e maturidade literária notáveis.

Um Frasco Misterioso é uma história divertida e cheia de imaginação, onde a simples confeção de um bolo dá início a uma viagem mirabolante. Acompanhamos uma família aparentemente normal que descobre superpoderes e se vê envolvida na defesa do mundo, num enredo repleto de fantasia e aventura.

Quero felicitar a Francisca Santos por este feito e convidar toda a comunidade educativa a descobrir este livro, apoiando o talento jovem e incentivando o prazer da leitura e da escrita. Ler Um Frasco Misterioso é embarcar numa aventura sem limites, onde a criatividade é a protagonista.

Gracinda Moreira
(Docente de Português)
(Professora Bibliotecária) 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

O Filho de Mil Homens

 

O romance Filho de Mil Homens, de Valter Hugo Mãe, apresenta-se como uma narrativa profundamente sensível, construída a partir do encontro entre pessoas que, apesar de viverem marcadas pela solidão, pelo medo e por pequenos fracassos diários, continuam a procurar uma forma de se reconstruírem e de descobrirem, no meio da dor, um lugar onde possam existir com autenticidade. A figura central, Crisóstomo, um pescador que chega aos quarenta anos com a sensação quase física de que lhe falta algo essencial, torna-se o ponto de partida para uma reflexão sobre o desejo de família, não como obrigação social, mas como uma vontade íntima de partilhar a vida com alguém e de criar laços que ultrapassem o sangue ou a tradição. À medida que as histórias das diferentes personagens se vão entrelaçando, desde o frágil Camilo, que procura um espaço onde a sua felicidade não seja motivo de vergonha, até Isaura, que tenta libertar-se da culpa de um casamento que nunca a completou, compreendemos que todos eles carregam uma espécie de vazio que não se resolve com palavras rápidas, mas com gestos lentos, com escuta e com uma aceitação genuína daquilo que cada um é. Assim, o autor constrói uma família improvável, unida não por laços biológicos, mas pela coragem de se permitir ser visto e acolhido pelo outro. No fundo, Filho de Mil Homens mostra-nos que as pessoas são feitas de fragilidades e que talvez seja justamente essa vulnerabilidade que as aproxima. A obra, com a sua escrita delicada e, ao mesmo tempo, brutal, revela-nos que procurar amor não é sinal de fraqueza, mas de esperança, e que todos, independentemente da forma como chegamos ao mundo, somos capazes de encontrar alguém com quem partilhar o caminho. É essa promessa silenciosa, a de que nunca estamos totalmente sós, que torna o livro tão marcante e tão próximo de qualquer leitor que se atreva a senti-lo por inteiro.


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A turma 11RB:

Clra Nogueira; Débora Ferreira; Dinis Rocha; Fátima Teixeira; Gonçalo Santos; Isadora Garcia; Joana Costa; Lara Dias; Lara Gonçalves; Lara Silva; Leonor Badim; Leonor Nunes; Leonor Alves; Letícia Siqueira; Rodrigo Ferreira; Tiago Silva; Tiago Ferreira e  Victória Fernandes


O Estranhão - Viagem no tempo em cuecas

 

O livro conta pequenas histórias da vida de Fred Sá - o Estranhão, um rapaz de 11 anos muito criativo. Fred, juntamente com o seu amigo Alex, descobre um livro chamado “As portas do tempo”, onde diz que, para viajar no tempo, basta seguir as regras lá escritas. Uma delas, a mais importante, dizia que tinha de ficar, pelo menos, 30 minutos em cada época. Eles passaram por épocas pré-históricas, como a românica e a era mesozoica e, no meio de tantas viagens, Fred perdeu a roupa. Se quiserem conhecer todas as aventuras pelas quais o Estranhão passou, em cuecas, leiam o livro!!!

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A turma 7VA:

Afonso Leal; Afonso Silva; Ana barbosa; António Pereira; Carlos Cunha; César Barros; Daniel Moreira; Diego Carneiro; Eva Neto; Fernanda Silva; Gonçalo Seabra; Gonçalo Costa; Guilherem Carvalho; Letícia Trabuco; Marcelo Almeida; Mariana Carneiro; Martim Silva; Pedro Moura; Ricardo Coelho e Simão Barros

De Londres ao Porto Numa Gaivota

 

Este livro conta-nos a história de uma menina, a Sofia, que estava a viver em Londres há 427 dias.

Um dia, na sua escola em Richmond, o professor pediu aos alunos que descrevessem o que costumavam fazer nas férias.

Sofia escreveu sobre os banhos de mar e o sabor a sal na pele. Sobre os dias quentes e as brincadeiras no parque. Sobre o gelado que a avó fazia com os morangos do quintal. Sobre … 

E quis dizer que tinhas saudades do Porto, mas faltou-lhe a palavra.


Mas o que é a SAUDADE?


Será que a palavra saudade tem uma força tão especial em português?

Sofia receava não conseguir sentir-se tão segura em Londres como na sua cidade  de origem.

E foi num passeio de domingo com os pais que Sofia percebeu que o céu era igualzinho nas duas cidades; imenso e cheio de espaço para sonhos. Pediu à gaivota que acelerasse e fizesse uma pirueta.

Assim, com um pé no céu e outro no chão, Sofia sentiu-se a sorrir por dentro e percebeu: através dos lugares dentro de nós, podemos sempre encontrar o caminho para casa.

Sentir saudade é bom, significa que gostamos muito de alguém ou de um lugar.

E vocês, até onde querem voar?

Quais são os vossos sonhos?

Leiam este livro e sintam a adrenalina nas asas da gaivota. Vivam os vossos sonhos! 

Leiam este livro e descubram que a leitura  nos transporta para o mundo da imaginação, do conhecimento, da criatividade  e dos sonhos.


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A turma 4CVA:

Alícia Teixeira, Anselmo Nogueira, Ayumi Costa, Bianca Cruz, Dinis Pacheco, Duarte Costa, Francisco Cardoso, Iara Silva, Kyara Pinto, Lara Silva, Leonor Queiroz, Lourenço Cunha, 

Maria Cardoso, Maria Leonor Vigo, Martim Ribeiro, Matilde Barros, Paulo Santos, Pedro Coelho, Pedro Nunes e Vitória Cunha

A Maior Flor do Mundo

 

José Saramago começa por dizer que não sabe escrever para crianças, pois considera que escrever para os pequenos é difícil. Não basta usar palavras simples; é preciso despertar a imaginação sem complicar. Mesmo assim, se soubesse fazê-lo, criaria a mais linda das histórias desde os tempos dos contos de fadas e princesas mágicas.

Era uma vez um menino. Não sabemos o nome dele, nem onde vivia, mas era curioso, aventureiro e gostava de descobrir coisas novas. Morava numa aldeia tranquila, onde tudo era igual todos os dias. Mas ele queria saber o que havia para lá da colina. Questionou-se se devia explorar o desconhecido e decidiu partir para além do limite das terras conhecidas. Subiu montes, atravessou caminhos poeirentos e chegou a um lugar diferente... um lugar seco, sem sombra nem árvores, onde o sol queimava o chão e o vento parecia ter desaparecido. Ao fundo, encontrou uma montanha, como se fosse uma tigela virada ao contrário. No alto, havia uma flor pequena, quase sem vida. As pétalas estavam murchas e o caule curvado; parecia que a flor estava a desistir de viver. O menino aproximou-se e sentiu tristeza. Não podia deixá-la assim!

Olhou à sua volta. Nada! Nem uma gota de água. Mas o menino sabia onde havia um rio longe. Mesmo assim, correu até lá, encheu as mãos de água e voltou a correr para a montanha. Quando chegou, quase não restava nada, apenas três gotas de água. Mas não desistiu! Voltou ao rio Nilo várias vezes, percorreu o mundo de ponta a ponta. Até ficar cansado, com os pés doridos e as mãos feridas.

A flor começou a erguer-se. Primeiro devagarinho, depois com mais força. Cresceu tanto que ficou maior do que todas as flores do mundo. Era tão alta e bonita que fazia sombra ao menino, que adormeceu debaixo dela. Enquanto isso, os pais e vizinhos procuravam o menino, aflitos. Ao pôr-do-sol, avistaram a enorme flor e encontraram o menino a dormir. A aldeia ficoumaravilhada. Nunca tinham visto nada assim! Tudo aquilo tinha sido feito por um menino que só queria salvar a flor!


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A turma 4SA:

Alice Costa, Ana Beatriz Campos, Aurora Couto, Benedita Barros, Bernardo Barros, Carlos Henrique Barbosa, Carlota Amorim, Carlota Barros, Diogo Costa, Francisca Neves, Francisca Teixeira, Gustavo Pinto, Joana Dias, Maria Letícia Santos, Mariana Pinto, Mateus Neto, Matilde Ferreira, Nuno Martins, Paulo César Silva, Rafael Santos, Rodrigo Pereira, Sofia Gouveia, Soraia Moreira, Stanislawa Barros.

domingo, 11 de janeiro de 2026

As Vinhas da Ira

 


"As Vinhas da Ira de John Steinbeck" é um dos meus livros de eleição pela profunda reflexão sobre a dignidade, sofrimento e esperança num contexto social  da Grande Depressão de 1930 com uma forte crítica ao sistema económico e social.

As Vinhas da Ira retrata a história da família Joad agricultores do Oklahoma, que são expulsos das suas terras devido à mecanização da agricultura e às dívidas aos bancos.
Os Joad partem numa longa viagem rumo à Califórnia, alimentados pela esperança de encontrar trabalho e uma vida melhor.
Ao longo do caminho enfrentam fome, pobreza, exploração laboral, morte e desintegração familiar. Na Califórnia, a realidade revela-se cruel porque há excesso de mão-de-obra, salários miseráveis e condições desumanas nos campos de trabalho. A família sofre perdas profundas...O romance denuncia a desigualdade económica e a desumanização dos mais pobres, ao mesmo tempo que exalta a resiliência humana e a importância da união.
A mãe...Ma Joad é uma das personagens que mais me tocou e uma das mais importantes do romance. É o pilar emocional da família... Forte, prática e profundamente humana, é ela quem mantém a família unida durante toda a viagem e nas adversidades na Califórnia.
Aqui fica um excerto que descreve a forma como Tom olha para a mãe: 
" Tom parou e olhando-a... A mãe era corpulenta ... engrossara devido aos muitos filhos e ao excesso de trabalho... as mãos eram polpudas mas delicadas...os olhos cor de avelã, pareciam terem experimentado todas as tragédias possíveis e terem atingido a dor e o sofrimento... a mãe habituara-se a extrair alegria das coisas menos alegres. Sabia mostrar-se imperturbável. Da sua posição de médica das almas, haurira segurança, tranquilidade e domínio de gestos, pela sua posição de árbitro, tornara-se distante e impecável como uma deusa. Parecia saber que dependia dela o edifício da família..."

Blandina Santos 
(Assistente Técnica)